segunda-feira, 6 de setembro de 2021

CENTENÁRIO DA LEGIÃO DE MARIA - 07 de setembro de 1921 – 07 de setembro de 2021

 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 06 de setembro de 2021

Salve dia 07 de setembro, centenário da nossa Legião de Maria! 

Eu, como membro da Santa Legião de Maria, não poderia deixar em branco este memorável dia do seu centenário (1921-2021). Pois, esse grande e santo movimento, hoje presente em todo o mundo, foi fundado no ano de 1921, no dia 07 de setembro, prestando desde o seu início, a Igreja, um grande serviço de amor e respeito por intermédio da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Cristo. Não somente os legionários mas todos aqueles que conhecem a Legião de Maria, sabem da grande importância que esta tem na vida da Igreja e o seu amor no serviço de Cristo, junto a todos os que necessitam de Deus, seja a necessidade corporal ou espiritual. Isso, se dá, também, devido a sua extraordinária organização. O Servo de Deus Frank Duff seu fundador, com seu grupo pensou e executou com muita dedicação esse belíssimo movimento que sem nenhum medo, e sem erro, posso afirmar, ser ele, inspiração do Espírito Santo. 

Pois bem! Pela graça do bom Deus, eu ingressei na Legião de Maria no Praesidium Virgem Singular em 1997, na Vila de Apoti – Capela de Santo Antônio de Pádua. Esse Praesidium na época tinha a Sede de sua Cúria na cidade de Chã de Alegria – PE.  Atualmente a sua Sede se encontra na cidade de Glória do Goitá – PE. No ano 2000 ao ingressar no Mosteiro de São Bento na cidade Garanhuns, não era mais possível ser um membro da ativo da tão querida Legião. Portanto, quem faz a sua consagração na Legião de Maria, ou seja, tendo a mesma devoção e seguindo como puder os seus estatutos, esse não deixa de ser Legionário. Por isso, serei sempre um Legionário. 

O Sr. Frank Duff (1889-1980), assim como tantos outros que foram iluminados pelo Espírito Santo na história da Igreja, juntamente com um pequeno grupo de senhoras bastante religiosas bem como o Pe. Michael Toher, na Arquidiocese de Dublin, na Irlanda, fundou o primeiro Praesidium da Legio Mariae (Legião de Maria), no dia 07 de setembro do ano de 1921.

Ele possuía uma visão e um ímpeto de profunda compreensão do papel e o valor da Santíssima Virgem Maria no plano da redenção, bem como do papel dos fiéis leigos na missão da Igreja. Por isso, ainda hoje vemos no mundo os frutos do seu dedicado trabalho em prol do reino de Deus. No ano de 1965 em 11 de dezembro, Frank Duff como observador leigo no Concílio Vaticano II, foi recebido em audiência particular pelo Sumo Pontífice São Paulo VI. “Sr. Duff” – disse-lhe o Santo Padre – “quero agradecer-lhe os seus serviços à Igreja e a manifestar-lhe também o apreço por tudo quanto a Legião de Maria fez... A Legião de Maria serviu fielmente a Igreja e a Igreja protegerá a Legião.” Aqui, o Santo Padre reconhecia os grandes trabalhos que a Santa Legião de Maria oferecia a Igreja. Pois, todo legionário tem um coração missionário. Onde se encontra a Legião de Maria, aí está a presença de Nossa Senhora no meio dos seus amados filhos, socorrendo-os em suas necessidades e lhes concedendo graças de suas sagradas mãos. Quantas necessidades temos atualmente em nosso mundo tão ferido por guerras, pandemia, fome, desemprego, descaso de muitos órgãos estatais, fome de Deus, etc! Diante de todos esses e outros problemas mundiais a Legião de Maria atua como muita dedicação. Os papas sempre olharam com muito respeito e carinho para este grande movimento tão necessário a Igreja e ao mundo.

O Sr. Frank Duff na sua época, devido às necessidades do seu país, buscou aliviar ao menos um pouco da sede de Deus e também as necessidades materiais dos homens. Daí podemos ver claramente os efeitos maravilhosos da Legião na Igreja e no mundo. Uma verdadeira iluminação do Espírito Santo de Deus.

Os Legionários tem sua presença nos hospitais rezando e consolando os doentes, muitas vezes não são visíveis estes trabalhos, mas conhecidos por Deus e sua Santíssima Mãe. Fazem também visitas aos doentes a domicílio, ajuda a sua paróquia e o seu bairro etc. São muitos os trabalhos prestados por cada Praesidium em sua localidade. Um trabalho valioso para a Igreja e para o mundo. Portanto, os legionários reza e trabalha. É belo o que dizia São Tomás More: Concedei-me, Senhor, a graça de trabalhar por aquilo que é objeto das minhas orações.” Assim é a vida dos legionários de Maria. Na bela oração legionária que rezamos no final de cada reunião, podemos ver claramente este empenho e a força legionária: Dai-nos uma fé viva, animada pela caridade, que nos leve a praticar as nossas ações, unicamente por amor de Vós, e a ver-Vos e a servir-Vos sempre no nosso próximo; uma fé firme e inabalável como a rocha, que nos conserve calmos e resolutos no meio das cruzes, trabalhos e decepções da vida; uma fé corajosa que nos anime a empreender e prosseguir, sem hesitação, grandes coisas, por Vossa glória e pela salvação do próximo...” (MANUAL DA LEGIÃO DE MARIA, p. 132).

A Legião tem como padroeiros alguns Santos que protegem e auxiliam aos legionários nos seus trabalhos e orações, a quem devem recorrer. São eles: São José, São João Batista, São João Evangelista, São Pedro, São Paulo, São Luís Maria de Montfort, São Miguel Arcanjo, São Gabriel Arcanjo, as Milícias do céu, legião dos Anjos de Maria. Com esse exército, a legião sempre foi protegida das insídias e ataques do maligno que só deseja destruir a obra de Deus.

Quanto a reunião de cada Praesidium, que é semanal ou mensal dependendo das necessidades de cada um deles, estas reuniões tem um roteiro fixo para todos. Isto é, não pode ser mudado. Por isso cada legionário recebem um a cartela chamada de Tessera: Será entregue a todos os legionários ativos e auxiliares uma folhinha chamada Tessera, que contém as orações da Legião...” (MANUAL DA LEGIÃO DE MARIA, p. 146).

Nas reuniões é necessário uma mesa em que esteja presente a imagem de Nossa Senhora das Graças, devoção escolhida pela fundador, o Vexillum Legionis, castiçais com velas e flores. O que chamamos de disposições do altar legionário. E este altar não pode ficar fora do círculo da reunião.

Inicia-se a reunião com a invocação ao Espírito Santo, uma oração própria, reza do terço, outra oração e invocação dos santos padroeiros da Legião. Depois a Catena Legionis, antífona: Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? (O Magnificat), uma invocação à Virgem Maria: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós, e uma oração. No final da reunião, persignação a Trindade Santa, pedido de proteção a Mãe de Deus: À Vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, o Virgem gloriosa e bendita. Em seguida invocação própria do Praesidium, os Santos protetores, encerrando com a bela oração legionária. (MANUAL DA LEGIÃO DE MARIA, p. 129).

Não só nós os legionários, mas todos os cristãos invoquemos sempre a Mãe de Deus diante das nossas necessidades e das necessidades do nosso próximo. Pois, a Santíssima Mãe está sempre pronta a nos atender por seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. 


ROTEIRO DE ORAÇÕES DA REUNIÃO DA LEGIO DE MARIAE 



TESSERA DA LEGIÃO DE MARIA

 

ORAÇÕES INICIAIS 

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

P. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.

V. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

P. OREMOS:

Ó Deus que santificais a Vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

P. Abri os meus lábios, ó Senhor.

R. E minha boca anunciará o Vosso louvor.

P. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Socorrei-me sem demora.

P. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

(Segue-se o rosário, terminando pela Salve Rainha

P. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

P. OREMOS:

Ó Deus, cujo Filho Unigênito, por Sua vida, morte e ressurreição, nos obteve o prêmio da salvação eterna, concedei-nos, nós Vô-Lo pedimos que, meditando estes mistérios do Sacratíssimo Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria, imitemos o que contêm e consigamos o que prometem. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.

P. Coração Sacratíssimo de Jesus, ...........................R. Tende piedade de nós.

P. Coração Imaculado de Maria, ................................R. Rogai por nós.

P. São José, ...............................................................R. Rogai por nós.

P. São João Evangelista, ...........................................R. Rogai por nós.

P. São Luiz Maria de Montfort, ...................................R. Rogai por nós.

Em nome do Pai t e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


CATENA LEGIONIS

Ant. Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? 

__ A minh'alma engrandece ao Senhor*

__ E se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador.

__ Pois Ele viu a pequenez de sua serva,*

     eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

__ O poderoso fez por mim maravilhas*

     e Santo é o seu nome!

__ Seu amor, de geração em geração,*

     chega a todos que o respeitam.

__ Demonstrou o poder de seu braço,*

     dispersou os orgulhosos.

__ Derrubou os poderosos de seus tronos*

     e os humildes exaltou.

__ De bens saciou os famintos*

     e despediu, sem nada, os ricos.

__ Acolheu Israel, seu servidor,*

     fiel ao seu amor,

__ como havia prometido aos nossos pais,*

     em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

__ Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*

     como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha?

P. Ó Maria concebida sem pecado,

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.

P. OREMOS:

Senhor Jesus Cristo, Mediador nosso perante o Pai, que Vos dignastes escolher a Virgem Santíssima, Vossa Mãe, para Mãe e Medianeira nossa junto de Vós, concedei misericordiosamente a quem a Vós recorrer, buscando os Vossos favores, se regozije de os receber todos por Ela. Amém.


ORAÇÃO LEGIONÁRIA

(Deve rezar-se no fim da reunião) 

ORAÇÕES FINAIS

Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém.

P. À Vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as súplicas que em nossas necessidades vos dirigimos, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

(Invocação própria do Praesidium)

Fora das reuniões do Praesidium reza-se sempre a invocação seguinte:

P. Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças (Ou invocação própria do Praesidium). .............................................................................R. Rogai por nós.

P. S. Miguel e S. Gabriel, .........................................................R. Rogai por nós.

P. Milícias todas dos céus, Legião dos Anjos de Maria ...........R. Rogai por nós.

P. S. João Batista, ....................................................................R. Rogai por nós.

P. S. Pedro e S. Paulo, .............................................................R. Rogai por nós.

Concedei-nos, Senhor, a nós que militamos sob o estandarte da Virgem, aquela plenitude de fé em Vós e de confiança em Maria, que nos assegurem a conquista do mundo. Dai-nos uma fé viva, animada pela caridade, que nos leve a praticar as nossas ações, unicamente por amor de Vós, e a ver-Vos e a servir-Vos sempre no nosso próximo; uma fé firme e inabalável como a rocha, que nos conserve calmos e resolutos no meio das cruzes, trabalhos e decepções da vida; uma fé corajosa que nos anime a empreender e prosseguir, sem hesitação, grandes coisas, por Vossa glória e pela salvação do próximo; uma fé que seja a Coluna de Fogo da nossa Legião que nos guie avante unidos, - para acender em todos a chama do Amor divino, - iluminar os que estão nas trevas e sombras da morte, - animar indecisos - restituir a vida aos mortos no pecado; e nos dirija os passos no caminho da paz; de forma que, terminado a batalha da vida, a nossa Legião possa reunir-se, sem uma só perda, no Reino do Vosso Amor e Glória. Amém.

P. Que as almas dos legionários e de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém.

(Segue-se a bênção do Diretor Espiritual).

Em nome do Pai t e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

(MANUAL OFICIAL DA LEGIÃO DE MARIA, p. 129)


REFERÊNCIAS

- BRADSHAW, Robert. Frank Duff: Fundador da Legião de Maria. Autor: Pe. Robert Bradshaw – Tradutor: Francisco Lopes, Espiritano. / Editora Rei dos Livros: Lisboa, 1998. 


- MANUAL OFICIAL DA LEGIÃO DE MARIA, 1ª edição no Brasil conforme a nova edição revista e aumentada publicada pelo Concilium em 1993. Concilium Legionis Mariae de Montfort House North Brunswick Street Dublin – Ireland – Nova edição revisada no Brasil / Impresso: Escolas Profissionais Salesianas: São Paulo, 1996.

Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 57, 9)


sábado, 28 de agosto de 2021

A IMPORTÂNCIA DOS REGISTROS HISTÓRICOS E GENEALÓGICOS

 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 28 de agosto de 2021

Certo dia, deparei-me com uma das frases do filósofo e matemático cristão, Marcel Légaut (1900-1990), que dizia: SÓ A LEMBRANÇA PERMITE AO SER HUMANO COMPREENDER A SUA EXISTÊNCIA. Através desta belíssima frase pude mais uma vez perceber a importância das nossas lembranças, principalmente em relação aos nossos ancestrais que nos deixaram os seus legados de vida com suas falhas e acertos, suas alegrias e tristezas e todos os outros momentos que passaram em suas vidas, legados estes que foram repassados às suas gerações, e que fizeram história, bem como ainda hoje é de grande importância os acontecimentos de outrora, e, farão sem dúvidas, o conjunto da vida de cada um de nós. Sempre gosto de pensar que o passado já foi um presente. O presente será logo um passado e, o futuro será um presente e logo um passado. Por isso, a grande importância de aproveitarmos bem o tempo presente para termos um bom e feliz passado e um futuro promissor. Assim se constitui a vida humana. Portanto, tenhamos cuidado com aquele que é o mais importante, o presente, porque a nossa vida dependerá sempre dele. O momento presente bem vivido, será um passado saudoso e um futuro bem elaborado e estruturado. Nisso, está o equilíbrio da sociedade, da família, das relações pessoais, enfim, da vida.

Por isso, gosto de resgatar e relembrar, seja em fotografias ou na escrita, documentos de Genealogia, a memória de nossas famílias etc; deixando assim para a posteridade um registro importante, principalmente para aqueles que não conheceram os seus antepassados. Assim, não deixando no esquecimento as bases das nossas famílias. (cf. As fotos montagens abaixo). 

Vendo por esse prisma sabemos que é de grande importância termos o conhecimento dos fatos históricos dos nossos ancestrais que nos precederam na morte, ou seja, um registro genealógico e outros grandes acontecimentos, onde não se perderão no esquecimento os nossos parentes que já fizeram as suas histórias e também aqueles que ainda estão no processo da história, isto é, os dias atuais. Cada ser humano com suas particularidades e caminhada singular faz a sua história. Algumas delas mais abrangentes e de grande exemplo para muitos, devido a forma que a conduziram ou conduzem e outras mais escondidas, podemos dizer. Porém, todas elas são importantes para o projeto e o processo histórico universal. São elas formadoras da grande teia histórica da humanidade. Que maravilha seria se toda família tivessem um registro de todos os seus membros, bem como a maioria dos acontecimentos que ocorreram em sua trajetória. Que riqueza seria para a história da humanidade. Daí a importância de um registro Genealógico e dos acontecimentos em nossa vida.

Nessa linha de pensamento sou da opinião que, sem a lembrança não seremos permitidos compreender a nossa própria existência e nem a dos outros.  Pois, relembrar e registrar é reviver o nosso momento histórico e os dos outros. 


ALGUNS REGISTROS DE FAMÍLIA 







Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 57, 9)

 


sábado, 27 de fevereiro de 2021

DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DA CABEÇA E A NOSSA SENHORA DA SANTA CABEÇA.

 

Encontro da imagem de Nossa Senhora da Cabeça, século XIII – Espanha.

Memória dia 12 de agosto. 

Encontro da cabeça da imagem de Nossa Senhora, século XVIII – Brasil. 

Memória 2º domingo de dezembro. 


Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador - BA - 27 de fevereiro de 2021

 

Num mundo de situação pandêmica do coronavírus e também outros males onde muitas pessoas ficaram e estão ainda ficando com problemas psíquicos e muitos outros males, é mister que nos apeguemos as coisas do bom Deus; aos tesouros que ao longo da história ele nos concedeu para o nosso socorro nas necessidades da nossa vida e da própria história do mundo. Portanto, as devoções são um meio bastante eficaz não só para nos tornarmos pessoas melhores, mas também para nos aproximar mais de Deus. (Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B).

Deus, tanto ama os seus filhos, pois sempre no momento oportuno e de grandes dificuldades individual, comunitária e universal, Ele nos envia o seu precioso e tão esperado auxílio. Ele nos revelou e nos deu o seu próprio Filho unigênito, Jesus Cristo, para a nossa salvação como nos diz São João no Evangelho: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado, porque não creu no Nome do Filho único de Deus.” (Jo 3,16-18).

Portanto, de diversas maneiras se mostra Deus, a nós, no decorrer da história da humanidade. Inumeráveis revelações, alocuções, visões de anjos, de Santos e muitas outras formas de auxílio foi-nos concedida ao longo da nossa história as quais a tradição da Igreja guarda com muito zelo e devoção. Pois bem, falando de aparições se formos catalogar apenas as aparições de sua Santíssima Mãe a Virgem Maria, veremos centenas delas por todo o orbe terrestre. Aqui veremos um pouco da história de duas delas ocorridas uma na Espanha no século XIII, intitulada de Nossa Senhora da Cabeça, e outra no Brasil com o título de Nossa Senhora de Santa Cabeça, no século XVIII.

Vemos que muitas pessoas confundem estas duas devoções. Elas aconteceram em séculos diferentes e em ocasiões diferentes apesar de terem nomes um pouco semelhantes. Entremos agora na narração dos fatos.

Contasse que na Serra Morena na Andaluzia, Espanha, precisamente no mais alto de seu pico o qual é conhecido como o Pico da Cabeça, vivia um soldado das cruzadas que era natural da cidade de Granada. Outras fontes falam que ele era prisioneiro dos mouros e conseguiu fugir refugiando-se na Serra Morena onde viviam outros pastores de ovelhas. Este se chamava Juan Alonso Rivas. Juan Rivas por ter mutilado um de seus braços na luta contra os muçulmanos, foi ser pastor de ovelhas próximo ao povoado de Andajur. Este tinha uma grande devoção a Nossa Senhora. Rezava constantemente por si e por sua família pedindo a maternal proteção da Mãe de Deus.

Certo dia quando pastoreava as suas ovelhas próximo ao Pico da Cabeça, viu um grande clarão e um toque de sineta a qual estava presa a um galho e não parava de tocar. E ficou curioso com o que vira. Ele se aproximou e viu dentro de uma gruta no cume do monte, uma linda imagem de Nossa Senhora. Era o dia 12 de agosto do ano de 1227.

Juan Alonso Rivas, diante desse acontecimento ficou assustado, mas uma voz celestial logo o tranquiliza. Esta lhe pede que ele se dirija ao povoado de Andajur e fale da visão que teve. Pediu-lhe também que construísse ali uma igreja e que ele dissesse a todas as pessoas do povoado que Deus desejava a conversão de todos. O vidente receoso que os moradores do povoado não acreditassem no seu relato, este pediu a nossa Senhora um sinal para que se confirmasse a visão diante do povo e eles acreditassem na sua visão. E assim o primeiro milagre ali mesmo no monte ocorreu. O seu braço que fora mutilado pela guerra contra os mulçumanos estava agora reconstituído milagrosamente. Ele, repleto de alegria pelo milagre, corre ao povoado para dar a notícia e o recado da Virgem Maria. Ao verem com o seu braço em perfeito estado, pois era bastante conhecido no povoado, todos ficaram maravilhados pelo milagre e acreditaram em Juan Alonso Rivas.

Diante isso, o vigário de Andajur e o povo se dirigiram a Serra Morena, Pico da Cabeça, para verem a imagem de Nossa Senhora e venerá-la. Por esse motivo, esta imagem foi chamada de Nossa Senhora da Cabeça. Até que fosse construída a igreja pedida pela Virgem, a imagem foi trazida em procissão para o povoado. No local, posteriormente foi construída uma grande igreja para o louvor e veneração da Mãe de Deus como foi solicitado a Juan Rivas; o povo se converteu como foi pedido pela Virgem e faziam peregrinações a Serra Morena. Assim nasceu esta bela devoção a Nossa Senhora da Cabeça.

Com as peregrinações os milagres se multiplicaram e a devoção a Nossa Senhora da Cabeça se espalhou por toda região. E com a graça de Deus 400 anos depois chega aqui no nosso Brasil por volta do ano de 1604 através de dona Maria de Mendonza y Benevides que era espanhola e lhe tinha grande devoção.

Um outro fato muito curioso ocorreu com um homem nobre que fora condenado injustamente a forca e por intercessão da Virgem da Cabeça conseguiu livrar-se da injusta condenação. Contasse que: “Um homem condenado à morte, jurando inocência, pediu um milagre para Nossa Senhora da Cabeça. Então, na hora de sua execução, chegou um mensageiro do Rei trazendo o perdão do condenado, dizendo que haviam errado em seu julgamento. Imediatamente todos começaram a gritar como sendo mais um milagre de Nossa Senhora da Cabeça. O homem mandou fazer uma cabeça de cera (ex-voto) e a depositou aos pés da imagem em agradecimento.” (1)

A partir desse fato a imagem de Nossa Senhora foi representada com uma cabeça em sua mão. Por isso, os seus fiéis começaram a pedir a proteção da Virgem Maria por aqueles que sofrem com dores de cabeça e também outros males corporais.

A Sagrada imagem espanhola é diferente da que vemos hoje no Brasil. Pois ela tem a cor escura, meia morena e tem na sua mão direita um fruto chamado medronho. Quanto a imagem brasileira esta é de coloração branca e está segurando uma cabeça em sua mão direita, representação do ex-voto do milagre do homem que fora condenado injustamente.

No Brasil esta devoção chega no século XVII, por volta do ano 1604, através da esposa de Martinho Correia de Sá (1575-1637) que era o governador da capitania do Rio de Janeiro, Dona Maria de Mendoza y Benevides, (2) espanhola e muito devota de Nossa Senhora da Cabeça. Ela trouxe para o Brasil duas imagens de Nossa Senhora da Cabeça que infelizmente se perderam com o passar dos anos. Uma delas ficava na capela de Nossa Senhora da Cabeça no jardim botânico do Rio de Janeiro e a outra na catedral de São Sebastião, situada no morro do castelo, Rio de Janeiro a qual foi demolida no início do século vinte juntamente com o morro.

Na catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, a devoção a Nossa Senhora da Cabeça tornou-se mais conhecida e cultuada desde o ano de 1910.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CABEÇA

“Aqui estou, prostrado a vossos pés, ó Mãe do Céu e Senhora nossa. Tocai o meu coração a fim de que deteste sempre o pecado, e ame sempre a vida austera e cristã, que exiges de vossos devotos. Tende piedade das minhas misérias espirituais. E, ó Mãe terna, não vos esqueçais também das misérias que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. Dai-me saúde e forças para vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo. Não permitais que minha pobre cabeça seja atormentada por males que me perturbem a tranquilidade da vida. Pelos merecimentos de vosso Divino Filho, Jesus Cristo, e pelo amor a que ele consagrais, alcançai-me a graça que agora vos peço, (fazer o pedido), aí tendes, ó Mãe poderosa, a minha humilde súplica. Se quiserdes, ela será atendida. Nossa Senhora da Cabeça, rogai por nós. Amém.”

No decorrer do século XVIII, no Brasil, ocorre um milagre! Distinto daquele outrora ocorrido na Espanha do século XIII. Porém, é semelhante no nome dado a devoção. E, por essa razão, muitos confundem estas duas devoções.

Lembremo-nos também que no século XVIII houve o encontro de uma Sagrada imagem de terracota de Nossa Senhora da Conceição que depois foi concedido o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, episódio ocorrido no mês de outubro do ano de 1717, no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo, por três pescadores. Hoje, Santuário nacional e também a ela foi proclamada a padroeira do Brasil. No entanto, o que nos interessa aqui é outra devoção que não é tão conhecida como a história de Nossa Senhora Aparecida. Vejamos como se deu esse milagre do Deus altíssimo para nós em nosso país.

Dois simples pescadores encontram no Rio Tietê em São Paulo, a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora. Até aí podemos dizer que não vemos nada de extraordinário. A cabeça da imagem que fora encontrada pelos pescadores foi entregue a um negociante tropeiro que vinha do Rio Grande do Sul e se dirigia para o Rio de Janeiro. Em Cachoeira Paulista, Silveiras era a antiga estrada que ligava Rio – SP, rodovia dos tropeiros.

O tropeiro chamava-se senhor José o qual fez uma paragem para almoçar, como era o costume dos tropeiros na época, na casa de uma senhora chamada dona Joana e em agradecimento pela acolhida o senhor José pergunta a dona Joana se queria a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora que tinha conseguido com uns pescadores a qual estava em seu alforje e que poderia se quebrar. Dona Joana aceita com alegria o artefato pois por ser devota de Nossa Senhora, aquele objeto para ela era sagrado e por isso coloca a Cabeça da imagem em seu oratório. Nesse período era bastante comum às pessoas rezarem terços, novenas, ladainhas e outras orações nas casas. Ali diante da pequenina cabeça de Nossa Senhora o povo da região começou a alcançar milagres abundantes de Deus por intermédio da Santíssima Virgem Maria diante daquela pequenina Cabeça. Assim começou a devoção a Nossa Senhora da Santa Cabeça.

Anos mais tarde foi construída uma igreja para abrigar a Sagrada e miraculosa Cabeça de Nossa Senhora com o título de Nossa Senhora da Santa Cabeça. A construção da igreja foi no ano de 1928 na cidade de São Paulo, o único santuário do mundo que traz esse título.

Em ambas as devoções os fiéis pedem alívio ou cura para os problemas neurológicos ou outros males e enfermidades.

Portanto, agradeçamos sempre a Deus pelos inúmeros benefícios e valimentos que nos concedeu na sua grande e infinita bondade através dos tempos. Peçamos também a Santíssima Virgem Maria o seu precioso e tão necessário valimento para nós e para o mundo, principalmente nestes tempos e dias de grandes dificuldades e de pandemia e tantos outros males que assolam a humanidade toda. Ela que é a despenseira das graças do seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Virgem Santa, rogai por todos nós. Amém. 


REFERÊNCIA

(1)https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-da-cabeca/22/102/ - Acesso em 26/02/2021.

(2)https://pt.wikipedia.org/wiki/Martim_Correia_de_S%C3%A1#Casamento_e_descend%C3%AAncia  - Acesso em 27/02/2021.

Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 57, 9)


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

A ABADIA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA E SEUS REVERENDÍSSIMOS ABADES FUNDADA EM 1647 NA CIDADE DE SÃO SALVADOR – SALVADOR, BAHIA

 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 11 de janeiro de 2021

 

A ABADIA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA 

Na primeira metade do século XVI, uma capelinha muito modesta foi erguida pela índia da tibo Tupinambá, filha do Cacique Taparica, Dona Catarina Paraguaçu (1512-1589), nome escolhido após o seu batismo e por seu esposo Diogo Álvares Correa, o Caramuru (1490-1554). Dona Catarina era grande devota da Virgem Maria Mãe de Deus. Por isso, depois da sua conversão ao cristianismo, ela desejou construir para os louvores da Santíssima Virgem, uma ermida dando-lhe como título cf. Nossa Senhora da Graça, no atual bairro da Graça, Salvador, no ano de 1535. Outros autores colocam também a sua fundação no ano de 1530. (Cf. Arquivo da Secretaria Eclesiástica da Arquidiocese da Bahia – “Notícia das Igrejas da Capital da Bahia”, por Francisco Servulo Moreira Salgueiro). 

A Igreja da Graça, como nós a chamamos hoje, é uma joia rara no coração da cidade do Salvador, porque, nela, segundo alguns historiadores, houve os primeiros batismos e casamentos na terra de Santa Cruz. 

Assim nos fala Porto Filho reportando-se ao ano de 1535. 

“Caramuru, constrói a pedido de Catharina, um oratório de taipa para abrigar a imagem da Virgem Maria. Essa capela, atual Igreja de Nossa Senhora da Graça, foi o primeiro templo religioso na Bahia e o primeiro mariano no Brasil”. (PORTO FILHO, 2012, p. 27). 

E ainda continua Porto Filho: “Estava assim, em 1535, erguida a primeira igreja na Bahia, dedicada a Mãe de Jesus, que depois receberia o nome de Ermida de Nossa Senhora da Graça”. (PORTO FILHO, 2012, p. 18) hoje sabemos que esta Igreja não foi a primeira construída na Bahia, porém, ela é a primeira Igreja dedicada a Mãe de Deus no nosso Brasil. 

E continuando na memória histórica de 1585 o mesmo autor nos diz: “Catharina Paraguaçú, introdutora da devoção mariana no Brasil, comanda as festividades pelos 50 anos da construção da sua capela, erguida em louvação à Nossa Senhora da Graça”. (PORTO FILHO, 2012, p. 28). 

A ermida de Nossa Senhora bem como uma grande extensão de terras foram doadas a recém chegada Ordem de São Bento no ano de 1586 por Dona Catarina Paraguaçu. Os monges beneditinos tendo tomado posse das terras e da pequenina igreja de Nossa Senhora, fundaram um pequeno mosteiro ao lado da ermida no ano de 1647 o qual foi ereta em abadia no dia 05 de fevereiro do ano de 1697. No entanto, por decreto da Santa Sé Apostólica foi supressa em 20 de janeiro de 1906 e incorporada a Arquiabadia de São Sebastião da Bahia.

 

OS REVERENDÍSSIMOS SENHORES ABADES DA

ABADIA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA 

Do ano de 1697 a 1828 todos os Reverendíssimos Abades da Abadia de Nossa Senhora da Graça foram eleitos na Junta abacial no Mosteiro de São Martinho de Tibães em Portugal a qual era a casa mãe da nossa atual Congregação Beneditina Brasileira que foi fundada no dia 1º de julho do ano de 1827 com a com a bula “Inter gravissimas curas” do Papa Leão XII. A partir do ano de 1829 com o desmembramento dos Mosteiros brasileiros da Congregação lusitana, os nossos abades eram eleitos pelo Capítulo Geral aqui no Brasil. 

vejamos a lista dos seus reverendíssimos abades. 


SEUS ABADES TRIENAIS E PRESIDENTES SÃO OS SEGUINTES 

a) Da Província do Brasil

 

1- Dom Abade Cristóvão da Luz                                                    – 05/02/1697

2- Dom Abade Gaspar das Neves                                                    – 11/01/1700

3- Dom Abade Manuel dos Anjos                                                     – 29/03/1703

1º Presidente - Dom Abade Feliciano de São Miguel                   – 04/04/1707

2º Presidente - Dom Abade Inácio da Assunção                          – 07/04/1710

3º Presidente - Dom Abade João do Sacramento                        – 21/06/1713

4º Presidente - Dom Abade Leão da Piedade                              – 26/02/1717

4- Dom Abade Agostinho da Encarnação                                         – 27/02/1720

Dom Abade Antônio da Graça – (faleceu)                                  – 07/06/1723

5- Dom Abade Antônio da Conceição Correa (renunciou)                – 28/09/1723

6- Dom Abade Antônio dos Serafins                                                 – 03/04/1726

7- Dom Abade Manuel do Sacramento                                             – 28/07/1729

8- Dom Abade Plácido de Santa Gertrudes                                      – 04/09/1732

9- Dom Abade Manuel da Conceição Araújo                                    – 09/01/1736

10- Dom Abade Antônio de Jesus Maria                                           – 26/05/1739

11- Dom Abade Lourenço de São José                                             – 16/08/1742

12- Dom Abade Salvador dos Santos                                                – 25/09/1743

13- Dom Abade Manuel da Conceição                                               – 19/03/1746

Dom Abade Antônio de Jesus Maria – 2ª vez                              – 09/05/1749

14- Dom Abade Calisto de São Caetano – (rem. Transferido para outra casa) – 19/12/1752

15- Dom Abade Geraldo da Purificação                                              – 15/10/1753

16- Dom Abade Silvestre de Jesus                                                     – 07/02/1756

17- Dom Abade João de Jesus Maria Nogueira                                  – 30/05/1759

18- Dom Abade Manuel do Nascimento Pinhão                                  – 09/06/1762

19- Dom Abade Antônio do Rosário                                                    – 21/08/1765

20- Dom Abade Inácio da Piedade Pinto                                             – 29/08/1768

21- Dom Abade Salvador de Santa Inês                                              – 04/10/1771

Dom Abade Inácio da Piedade Pinto – (não aceitou)                    – 02/01/1777

22- Dom Abade José da Trindade da Rocha Ferreira                          – 29/07/1777

23- Dom Abade Joaquim de Sant’Ana Araújo – (rem. Transferido para outra casa) – 11/04/1780

24- Dom Abade José de Sant’Isabel                                                    – 14/05/1781

25- Dom Abade Antônio Bernardo da Expectação                               – 11/04/1783

26- Dom Abade João de São José Fraga                                             – 01/04/1786

Dom Abade Antônio Bernardo da Expectação – 2ª vez                 – 20/04/1789

Dom Abade João de Santa Gertrudes Carnoto – (não aceitou)     – 29/03/1792

27- Dom Abade José de São Bernardo Rocha – (faleceu)                        – 28/05/1793

5º Presidente - Dom Abade José de Sant’Isabel                             – .../01/1794

Dom Abade Bento da Conceição Araújo – (não aceitou)                – 26/03/1795

Dom Abade Salvador de Santa Inês – 2ª vez                                  – 21/07/1795

Dom Abade José de Sant’Isabel – 2ª vez                                        – 21/07/1798

28- Dom Abade Tomás de Aquino Gomes – (renunciou)                       – 26/03/1801

6º Presidente - Dom Abade João dos Prazeres da Silva                 – 19/11/1803

29- Dom Abade João dos Prazeres da Silva                                          – 24/05/1804

30- Dom Abade Manuel de Santa Teresa Silva e Veiga                         – 20/05/1807

7º Presidente - Dom Abade João do Pilar Póvoa                             – 18/04/1808

31- Dom Abade José Tomás de São Bento                                            – 25/04/1810

8º Presidente - Dom Abade Sérgio Justiniano da Madre de Deus    – 01/12/1811

32- Dom Abade João de Jesus Maria Mendonça – (faleceu)                  – 02/06/1813

Presidente - Dom Abade Sérgio Justiniano da Madre de Deus – 2ª vez – 18/12/1815

33- Dom Abade Manuel da Piedade Teixeira Borba – 24/05/1816

34- Dom Abade Venâncio do Rosário Cezimbra                                    – 23/06/1819

Dom Abade Manuel da Piedade Teixeira Borba – 2ª vez                 – 18/06/1822

 

b) Da Congregação Beneditina Brasileira

 

Dom Abade Manuel da Piedade Teixeira Borba – 3ª vez                 – .../01/1828

35- Dom Abade João José da Conceição                                               – 25/06/1829

36- Dom Abade Inácio de São José Soares Azevedo                               – 23/06/1832

37- Dom Abade José de São Bento Damásio                                         – 22/07/1835

38- Dom Abade Joaquim do Desterro Ferreira                                        – 22/07/1839

Dom Abade Inácio de São José Soares Azevedo – 2ª vez – (faleceu) – 28/07/1842

8º Presidente - Dom Abade Arsênio da Natividade Moura                – 26/10/1843

Dom Abade Joaquim do Desterro Ferreira – 2ª vez                           – 24/07/1845

Dom Abade Joaquim do Desterro Ferreira – 3ª vez                           – 18/07/1848

39- Dom Abade Lourenço de Santa Cecília da Silva                                – 15/05/1851

40- Dom Abade Eugênio de Santa Escolástica Alves de Sá                    – 15/05/1854

Dom Abade Eugênio de Santa Escolástica Alves de Sá – 2ª vez      – 14/05/1857

41- Dom Abade Antônio de São Bento Nunes dos Reis                           – 11/05/1860

Dom Abade Antônio de São Bento Nunes dos Reis – 2ª vez             – 07/06/1863

Dom Abade Antônio de São Bento Nunes dos Reis – 3ª vez             – 08/05/1866

42- Dom Abade Joviniano de Santa Delfina Barauna                               – 08/05/1869

Dom Abade Joviniano de Santa Delfina Barauna – 2ª vez                 – 08/05/1872

Dom Abade Joviniano de Santa Delfina Barauna – 3ª vez                 – 07/05/1875

43- Dom Abade Jesuino da Conceição Matos                                          – 07/05/1878

44- Dom Abade Tomás de São Leão Calmon                                          – 18/09/1881

Dom Abade Tomás de São Leão Calmon – 2ª vez                            – 18/09/1884

Dom Abade Tomás de São Leão Calmon – 3ª vez                            – 09/05/1887

Dom Abade Tomás de São Leão Calmon – 4ª vez                            – 08/05/1890

Dom Abade Tomás de São Leão Calmon – 5ª vez                            – 16/05/1893

Dom Abade Tomás de São Leão Calmon – 6ª vez – (faleceu)          – 20/05/1896

Dom Amaro van Emelen - 10º Presidente – p. (Carta Patente) – 18/07/1903

– Dom Abade Tomás de São Leão Calmon foi o último Abade do Mosteiro de Nossa Senhora da Graça. Em seguida a Abadia foi administrada pelo Reverendíssimo Abade Geral. 






REFERÊNCIAS 

- ENDRES, Lohr José. Catálogo dos Bispos- Gerais-Provinciais-Abades e mais cargos da Ordem de São Bento do Brasil 1582-1975. – Salvador – BA: Editora Beneditina Ltda, 1976. 

- PORTO FILHO, Ubaldo Marques. Catharina Paraguassú, matriarca do Brasil / Ubaldo Marques Porto Filho. Salvador: Acirv, 2012. 

Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 57, 9)