sexta-feira, 25 de maio de 2018

CENTENÁRIO - BULA “ARCHIDIOCESIS OLINDENSIS ET RECIFENSIS PARA A CRIAÇÃO DAS DIOCESES DE NAZARÉ DA MATA, GARANHUNS E PESQUEIRA PERNAMBUCO – BRASIL



Papa Bento XV que deu a Bula de criação das respectivas Dioceses



Bula

Archidiocesis Olindensis et Recifensis

para a criação das Dioceses de
Nazaré da Mata, Garanhuns e Pesqueira
Pernambuco – Brasil

Bento, Bispo, Servo dos servos de Deus
para a perpétua memória do fato

A Arquidiocese de Olinda e Recife, que, antes, compreendia todo estado civil de Pernambuco, no presente, com a criação da Diocese de Floresta, na extrema parte ocidental do dito estado civil, realizada no ano do Senhor de MCMX (1910), diminuiu um pouco; agora, porém, não só pela extensão territorial, mas também pelo número de fiéis, que excede vinte vezes o número de uma centena e quarenta de fiel, de tal maneira que não pode ser governada, como convém, por um só bispo.

Considerando bem maduramente, estas realidades, o venerável irmão, Sebastião Leme da Silveira Cintra, Arcebispo de Olinda e Recife, de maneira louvável e sapiente, volva sua alma e sua mente para, uma nova divisão da Arquidiocese e a julgar necessária para a salvação das ovelhas a si confiadas, como também para melhor progresso da religião. E assim, reunindo os pareceres sobre este assunto, com o venerável Núncio Apostólico e com outros prudentes varões e com os necessários subsídios para a criação das Dioceses, consoante os seus esforços adquiridos, com preces ferventes, pediu a Sé Apostólica que a parte oriental do estado civil de Pernambuco fosse dividida em 03 (três) Dioceses, de tal sorte que a Arquidiocese estivesse no meio.

A outra morre na parte setentrional, a segunda na parte austral, fosse ereta: aquela, na cidade de Nazaré, esta, na cidade de Garanhuns. Igualmente e pelas mesmas razões, pediu que a Diocese de Floresta, constituída na extrema parte ocidental, fosse trazida para adiante e estendida até o oriente, a cidade de Pesqueira, que, quer pelo número de habitantes, quer pela facilidade de estradas, pelo comércio, se torne, no presente, de longe mais importante que a cidade de Floresta, e, por isto, não só como sede do Bispo, mas também como cidade episcopal.

Maduramente consideradas todas estas coisas, na Congregação consitorial, com os votos do dito Arcebispo tenham parecidos dignos de ser ouvidos, e, também tenham concordado o atual Bispo de Floresta, nós, pela plenitude Apostólica, completado o curso – quanto necessário – daqueles a quem interesse ou presumam a se interessar, usando da faculdade, pelas letras apostólicas do dia 27 do mês de abril do ano do Senhor de 1892 – Salva a ”Ad Universas Orbis Escclesias” – na parte oriental-setentrional da Arquidiocese de Olinda e Recife, em perpétuo, erigimos e declaramos ereta, a Diocese de Nazaré, que deve assim ser chamada em razão do nome da cidade, Nazaré, e ali, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Nazaré, constituímos a Sede e a Cátedra do Bispo, e a elevamos à dignidade de Catedral.
A diocese assim constituída compreenderá 18 Paróquias, a saber: Nazaré, Vicência, Lagoa seca, Timbaúba, Ó de Goiana, Tejucupapo, Goiana, Itambé, Tracunhaém, Curangi, Floresta dos Leões, Limoeiro, São Vicente, Bom Jardim, Queimadas, Taquaritinga, Santa Cruz, Surubim. Na parte meridional da mesma Arquidiocese, igualmente, erigimos e declaramos ereta, a nova Diocese de Garanhuns que deve ser chamada, em razão do nome da cidade Garanhuns, e, ali na Igreja de Santo Antônio de Pádua, decretamos que deve ser tida como sede e Cátedra Episcopal, e elevamos à mesma Igreja a dignidade de Catedral.

Subordinamos à jurisdição desta diocese, estas 15 Paróquias: Garanhuns, Bom conselho, Correntes, Palmeira de Garanhuns, águas belas, São Bento, Canhotinho, Quipapá, Catende, Palmares, Lagoa dos Gatos, Panelas, Belém de Maria, Água preta, Barreiros. Além disso, seis outras Paróquias à Diocese de Floresta, isto é: Pesqueira, Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Cimbres, Pedra, Buíque. Transferimos, na verdade, a sede e a Cátedra episcopais da cidade de Floresta para a cidade de Pesqueira, e, ali, declaramos e instituímos Catedral, a Igreja-matriz de Santa Águeda, e a própria Diocese declaramos para o futuro – do nome da cidade principal – que deve ser chamada de Diocese de Pesqueira, supressos e extintos os direitos e privilégios, que, com o título de Catedral, dizem respeito à Igreja Floresta.

Finalmente, passamos o resto do território, no qual vivem ainda mais de 1.000 pessoas, para os direitos da Arquidiocese de Olinda e Recife. Assim, pois, eretas as dioceses ou afiliadas atribuímos a seus pastores todos os direitos e privilégios de que gozam as outras cidades episcopais e catedrais e seus prelados, conservando, todavia, o cuidado pastoral das almas, como antes, nessas catedrais. Declaramos estas dioceses, assim constituídas, sufragâneas da Arquidiocese de Olinda e Recife, e seus Bispos, por “tempore”, subordinados ao direito metropolitano do Arcebispo de Olinda e Recife, reservada a Nós e à Sé Apostólica, a faculdade de realizar novos desmembramentos destas Dioceses, toda vez que isto, no Senhor, parecer conveniente.

E, quanto ao que diz respeito aos governos e à administração das mesmas Dioceses e aos direitos dos Bispos e fiéis e outras coisas deste gênero, mandamos que sejam observadas, religiosamente, as prescrições dos sagrados Cânones. Na verdade, a mesa episcopal constituirão os bens já constituídos pelos fiéis, os emolumentos da Cúria e outras ofertas que os fiéis não duvidarão em dar a mais. Queremos, porém, que, de cada uma das Dioceses, 2(dois) jovens – ou pelo menos um – no presente, dotados de qualidades intelectuais e morais superiores aos demais, sejam enviados para o colégio Pio-Latino Americano, desta pré-clara cidade de Roma, para estudos, continuamente, escolhidos pelos respectivos ordinários. Ainda mais, permitimos, como e enquanto for necessário, salva – se alguma existir – a vontade expressa e contrária dos ofertantes – que, para a educação dos jovens, em favor da Diocese de Nazaré, seja gasta a quantia de 42 contos de Réis, ou parte dela, pertencente a duas capelas rurais e dentro dos limites desta recentemente ereta Diocese, de acordo com o parecer do mesmo Arcebispo de Olinda e Recife.

As rendas, porém, dos bens, que são necessárias para a educação desses jovens, queremos que sejam confiados ao colégio Pio Latino-americano, em caráter perpétuo. Mas, o que, por estas letras apostólicas for decretado por nossa autoridade, a nenhum homem, em nenhum tempo, é lícito infringir ou impugnar ou, de algum modo, contrariar. Se alguém – que Deus tal não permita – presumir atentar contra, saiba que ficará sujeito às penas, estabelecidas pelos Sagrados Cânones, contra os que criam obstáculos ao exercício da jurisdição eclesiástica. Para executar todas estas coisas, deputamos o venerável Irmão, Jacinto Ângelo Scapardini Arcebispo titular de Damasco, e Núncio Apostólico na República do Brasil, e ao mesmo atribuímos as necessárias e oportunas faculdades, também de subdelegar para, o efeito de que se trata, outro Varão, constituído na dignidade eclesiástica, em primeiro lugar o mesmo Sebastião Leme da Silveira, Arcebispo de Olinda e Recife, e, ao mesmo tempo, de se pronunciar sobre qualquer dificuldade ou oposição no ato da execução, qualquer que seja a origem, com o ônus de enviar à Sagrada Congregação Consitorial, um exemplar autenticado da execução feita para que seja guardado no arquivo da mesma Sagrada Congregação. Decretamos, finalmente, que estas presentes letras haverão de valer, não obstante qualquer em coisa em contrário, mesmo digna de peculiar e expressa menção.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do Senhor de 1918, no dia 02 de agosto, quarto ano do nosso pontificado.


Octávio, Card. Cagiano Chanceler da Santa Igreja Romana Ludovico Schüller, Protonotário apostólico Leopoldo Capitani, Subdelegado do Registro Expressamente delegados Paulo Pericoli Adjunto para estudos da Chancelaria apostólica.

Expedição: dia 18 do mês de outubro Alfredo Marini, Chumbados

Tradução Mons. Edvaldo Bezerra.


 AS CATEDRAIS DAS DIOCESES


BISPOS DA DIOCESE DE NAZARÉ DA MATA











BISPOS DA DIOCESE DE GARANHUNS















BISPOS DA DIOCESE DE PESQUEIRA 











REFERÊNCIA 





Ut In Omnibus Glorificetur Dei

sábado, 19 de maio de 2018

O QUE É UM MONGE?



Um monge num momento de oração 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B
(Monge Beneditino)
Salvador, Bahia – 19 de maio de 2018

Àqueles que já conhecem a história monástica, minhas desculpas. Pois, creio não trazer nada de novo deste assunto que é tão comentado e estudado. Aqui, escrevo para os que não tem um conhecimento da vida monástica e não sabem o que é um Mosteiro e nem o que é um monge ou uma monja. Esta iniciativa nasceu de alguns pedidos da parte de alguns amigos. Devido a curiosidade de muitos em relação a vida dos monges e monjas.

Neste pequeno texto meu objetivo é responder a uma pergunta bastante frequente que muitas pessoas já fizeram a mim e aos meus confrades monges também.

Aqui, tentarei esclarecer em termos bastante simples o que é um monge, e, principalmente um monge Beneditino, porque muitos pensam que só existem os beneditinos. Não existe apenas os monges beneditinos, mas, outros tipos de monges; cristãos e não-cristãos. Àqueles que desejarem conhecer mais sobre os monges, surgiro uma viagem pela História Universal das culturas, principalmente o período Medieval (Idade Média que corresponde aos séculos V-XV, segundo alguns autores, é claro).

Eu sou um monge beneditino e quando vou de férias uma vez cada ano, para visitar minha família no Estado de Pernambuco, e, também aqui na Capital Salvador e outros Estados do Brasil, aos quais visitei ou visito, fui abordado inúmeras vezes por pessoas que perguntaram-me: “O senhor é católico” e respondi: Sim sou! Sou monge Beneditino da Ordem de São Bento, filho de São Bento. E, logo em seguida perguntam-me: “O que é um monge?”. E, assim, para responder a esta pergunta, em segundos, fica um pouco complicado. Às vezes estamos tão apressados que não dar tempo de lhes responder satisfatoriamente para que entendam o que realmente é um monge. Por isso, desejo neste pequeno texto, dizer algo a respeito de nós os monges Beneditinos e o que é um monge.

O nome monge/monja são dados àqueles(as) que moram em Mosteiros. Mas, o que é um mosteiro? Aqui, outra pergunta que nos fazem. O Mosteiro é um lugar onde moram aqueles que tem a vocação de viver sempre na presença Deus, rezando as Horas Canônicas da Igreja (Ofício Divino), e trabalhando no Mosteiro para o crescimento do Reino de Deus no mundo. A junção do Ofício Divino e do trabalho que fazemos no Mosteiro, nós os chamamos de ORA ET LABORA. O lema de nossa Sagrada Ordem do Patriarca São Bento, na língua latina, significa, ORAÇÃO E TRABALHO.

Outro aspécto dos Mosteiros é o silêncio. O silêncio é de grande importância para nós monges. Pois, é no silêncio, que nós monges, escutamos a voz de Deus. Por isso, Nosso Pai São Bento escreve na Santa Regra um capítulo sobre esta virtude; o silêncio. Nos diz São Bento na Regra: “Falando muito não foges ao pecado”, e em outro lugar: “a morte e a vida estão em poder da língua” (RB 6, 4-5). No capítulo quarto Nosso Patriarca nos diz ainda: “Não gostar de falar muito (RB 4, 52), esse é um conselho valioso para os monges. Vemos também este tema do silêncio em toda a Santa Regra. Tal é o seu valor na vida do monge. Ao dar início a Regra dos Mosteiros, no Prólogo, ele assim nos diz:

Escuta (escutar com o coração, o silêncio) filho, os preceitos do Mestre, e inclina o ouvido do teu coração; recebe de boa vontade e executa eficazmente o conselho de um bom pai, para que voltes, pelo labor da obediência, àquele de quem te afastaste pela desídia da desobediência (PRÓLOGO, 1-2).

Pois bem! Ao iniciar a Sagrada Regra já nos mostra Nosso Pai São Bento o silêncio. E, aquele silêncio, o mais importante de todas as formas do silêncio, isto é, aquele do coração. Pois, é sabido que há várias formas de silêncio. Tratarei em outra ocasião deste assunto.

Exitem vários gêneros de monges. Nosso Pai São Bento na sua Santa Regra para os Mosteiros, vem nos mostrar várias espécies de monges, assim nos falando no primeiro capítulo da Regra:

É sabido que há quatro gêneros de monges. O primeiro é o dos cenobitas, isto é, o monasterial, dos que militam sob uma Regra e um Abade. O segundo gênero é o dos anacoretas, isto é, dos eremitas, daqueles que, não por um fervor inicial da vida monástica, mas através de provação diurna no mosteiro, instruídos então na companhia de muitos, aprenderam a lutar contra o demônio e, bem adestrados nas fileiras fraternas, já estão seguros para a luta isolada do deserto, sem a consolação de outrem, e aptos para combater com as próprias mãos e braços, ajudando-os Deus, contra os vícios da carne e dos pensamentos. O terceiro gênero de monges, e detestável, é o dos sarabaítas, que, não tendo sido provados, como o ouro na fornalha, por nenhuma regra, mestra pela experiência, mas amolecidos como uma natureza de chumbo, conservam-se por suas obras fiéis ao século, e são conhecidos por mentir a Deus pela tonsura. São aqueles que se encerram dois ou três ou mesmo sozinhos, sem pastor, não nos apriscos do Senhor, mas nos seus próprios; a satisfação dos desejos é para eles lei, visto que tudo quanto julgam dever fazer ou preferem, chamam de santo, e o que não desejam repudiam ilícito. O quarto gênero de monges é o chamado de giróvagos, que por toda a sua vida se hospedam nas diferentes províncias, por três ou quatro dias nas celas de outros monges, sempre vagando e nunca estáveis, escravos das próprias vontades e das seduções da gula, e em tudo piores que os sarabaítas. Sobre o misérrimo modo de vida de todos esses é melhor calar que dizer algo. (RB 1, 1-12).

Há monges cristãos e de outras confissões. Em nosso país não conhecemos muito a vida destes homens fortes que se doaram e ainda se doam totalmente no serviço do Reino de Deus e dos seus irmãos mais necessitados. Se nos voltarmos para a história do Oriente, veremos em grande número estes homens e também mulheres que viveram santamente em seus Mosteiros ou nos desertos, ou seja, os Santos monges e monjas.

Um gênero de grande importância para a vida da Igreja e os quais trago uma grande admiração, são os monges e monjas eremitas, homens e mulheres que vivem isolados do convívio social (moram nas grutas e nos desertos, ou mesmo em Mosteiros; rezando, trabalhando, estudando e fazendo penitências), no Brasil temos como exemplo deste gênero, os monges Cartuxos (Ordem Cartusiana fundada por São Bruno no século XII. No Brasil existe apenas um Mosteiro masculino desta Ordem).

Os monges cenobitas (este gênero é o mais conhecido) que são aqueles que vivem em comunidade (Coenóbium) e são dirigidos por um superior, um Abade. Os monges budistas, não-cristãos (estes são bastante conhecidos) que seguem a doutrina de Buda. Os monges Ortodoxos, cristãos (em grande número no Oriente, estes trazem uma espiritualidade mística, interior, valiosíssima na vida de todos nós), e os MONGES BENEDITINOS, (este gênero está intimamente ligado a história da Europa e também de outros países como o nosso Brasil. Chegaram em nosso país já no início da colonização, precisamente no ano de 1582, se estabelecendo na cidade de São Salvador, Bahia). São cristãos que seguem a Regra de São Bento os quais são cenobitas, ou seja, vivem em comunidade.

Citado acima, o nosso Patriarca São Bento ao falar dos gêneros dos monges, no primeiro capítulo da Regra, também vos digo; deixemos de parte as outras espécies, vamos dispor, com o auxílio do Senhor, sobre o poderosíssimo Gênero dos monges beneditinos.

Como já foi dito, Beneditino provém do nome Bento, por ser esta Ordem fundada por São Bento de Núrcia, Abade (480-547). Também em alguns lugares nós monges éramos chamados de, os monges negros ou os Padres negros por causa da cor dos nossos hábitos, que é da cor preta. No entanto, nem todos os Mosteiros vestem o hábito negro. Existem Mosteiros que adotaram outras cores como: a cinza, a creme e branca. Apesar da cor preta se estabelecer na tradição monástica. Em relação a cor dos nossos hábitos a Regra diz: “Não se preocupe os monges com a cor e a qualidade de todas essas coisas, mas sejam as que se puderem encontrar no lugar onde moram e as que puderem ser adquiridas mais barato” (RB 55, 7).

No Mosteiro vivemos do nosso trabalho. A comunidade monástica tem seu roteiro de orações, seguindo os vários sistemas do Ofícios, que são divididos em A, B e C. Isso fica a critério de cada comunidade monástica estabelecer qual sistema irão usar. Assim como os horários de suas orações, o Ofício Divino da Igreja. Nós, os monges, rezamos o Ofício da Igreja, porém com um rito próprio monástico. Nos horários estabelecidos na comunidade todos os monges são convocados/chamados pelo sino a igreja monástica para rezarem as Horas Canônicas da Igreja, o Ofício Divino durante várias vezes ao dia, como verão abaixo no horário da comunidade da Arquiabadia de São Sebastião da Bahia.

É muito comum às pessoas pensarem que os monges só rezam e estudam. Enganam-se quem pensa assim. Trabalhamos muito e rezamos. Por causa disso, muitos procuram os Mosteiros, mas, ao depararem-se com a realidade monástica, todo aquele ideal que tinha, de monges, apenas orante e estudiosos, desvanecem e vão embora, muitas vezes decepcionados. Talvez nem por falta de vocação, mas, porque já vieram para o Mosteiro com projetos prontos. Raramente isso dá certo. E pasmem! Não era diferente também entre muitos discípulos de Jesus Cristo, que ficavam escandalizados diante da vida simples de Cristo e muitos deles abandonavam o Mestre (Jo 6, 60 e 67).

A beleza da nossa Ordem Beneditina está na variedade de estilo de vida nos nossos Mosteiros. Temos vários tipos de trabalhos, interno e externo. Possuímos várias linhas de estilos de Mosteiros. Uns mais reclusos e fechados, outros, mais na linha social, que trabalham com educação, pastoral, etc. Por isso, nós os monges, deixamos um grande legado para toda a humanidade. Os conhecedores da História Universal sabem muito bem o que falo. Grandes arquitetos, Papas, físicos, médicos e médicas, reis e rainhas príncipes e princesas, inventores, gente de todas as esferas, etc. No entanto, não só essas pessoas de posses fizeram parte da nossa Ordem, mas também pessoas de baixo poder aquisitivo. Daí, termos tantos santos, monges e monjas canonizados em número de mais de 5. 000 cinco mil santos e santas para a glória do Reino de Deus na terra.

Que Nosso Pai São Bento interceda por todos nós. Amém.


HORÁRIOS DA COMUNIDADE

Arquiabadia de São Sebastião da Bahia
Mosteiro de São Bento da Bahia (1582)
Salvador, Bahia – Brasil 

Segunda-feira a sexta-feira

Vigília às 5: 30
Laudes com Missa Conventual às 7: 00
Hora Meridiana às 12: 00
2ª Missa às 12: 20
Vésperas às 17: 50
Completas às 19: 10

Sábado

Vigília às 5: 30
Laudes com Missa Conventual às 7: 00
Hora Meridiana (individual)
Vésperas às 18: 40
Completas (individual)

Domingo

Vigília às 5: 30
Laudes 6: 50
Missa Conventual às 10: 00
Hora Meridiana às 12: 00
Vésperas às 17: 15
Completas às 19: 10


ALGUNS TIPOS DE MONGES E MONJAS

Monges Beneditinos

Monjas Beneditinas

Monges e monjas Cartuxos 

Monges e monjas Cistercienses 

Monges Budistas 

Monges Ortodoxos

REFERÊNCIAS

ENOUT, Evangelista João. A Regra de São Bento. Latim-Português. Tradução D. João Evangelista Enout, O.S.B; Rio de Janeiro: LUMEM CHRIST, 1992.


Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 59,7

sábado, 7 de abril de 2018

SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA, DIA DEDICADO A MISERICÓRDIA DIVINA.









Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B
(Monge Beneditino)
Salvador, Bahia – 08 de abril de 2018

“A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia” (Diário, nº 300).

INTRODUÇÃO  

Neste dia, de modo especial, está aberto o Sacratíssimo Coração de Jesus para atender a todos aqueles que invocarem com confiança o seu Santíssimo nome e implorar a sua infinita Misericórdia. Foi o próprio Jesus que disse a sua serva Santa Faustina Kowalska (1905-1938):

Desejo que festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Neste dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecado sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda a alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia (Diário, nº 699).

Após esse mandato do Senhor poderia calar-me porque tudo já foi dito dessa importante festa. Bastaria apenas este parágrafo para mostrar-lhes a grandeza dessa festa do Coração misericordioso de Jesus. No entanto, desejo falar-lhes um pouco mais sobre esta Sagrada Festa.

Boa leitura!


A DEVOÇÃO A JESUS MISERICORDIOSO

Na hora em que mais necessita a humanidade de um socorro, o bom Deus nos envia a sua ajuda do céu. Desde o início do mundo, Ele sempre está atento às nossas necessidades, mesmo diante de nossa indignidade. Porque, Ele é, pura Misericórdia!

A primeira aparição de Jesus misericordioso realizou-se no ano de 1931. Três anos depois foi pintada a sagrada imagem de Jesus misericordioso pelo pintor Eugênio Kazimierowski. A imagem trazendo a inscrição “Jesus, eu confio em Vós. Inscrição pedida pelo próprio Cristo a Santa Faustina.

Para todos aqueles que tiverem devoção a sua insondável Misericórdia, Jesus faz a Santa Faustina um grande número de promessas. Em uma destas ocasiões, assim Ele fala a Santa:

Escreve que quanto maior a miséria da alma, tanto mais direito tem à Minha misericórdia, e estimula todas as almas à confiança no inconcebível abismo da Minha misericórdia, porque desejo salvá-las todas. A fonte da Minha misericórdia foi na cruz aberta com a lança para todas as almas, não exclui a ninguém (D. n. 1182).

Em outro lugar diz:

As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte não serei juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso (D. n. 1075).

Em relação a sua Sagrada Imagem, Ele assim pede a Santa Faustina:

Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois, no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória (D. n. 47-48).

E, prossegue:

“Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. n. 327).

Atendendo ao pedido do seu diretor espiritual, Faustina pergunta a Jesus qual é o significado da Imagem e Jesus lhe explica:

Os dois raios representam o sangue e a água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia, quando na cruz, o meu Coração agonizante foi aberto pela lança. Estes rios defendem as almas da ira de meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. (D. n. 299).

E prossegue: “O meu olhar nessa Imagem, é o mesmo que eu tinha na cruz” (D. n. 326). E continua em sua bondade a nos conceder graças por meio dela. “Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras” (D. n. 742). Diante da queixa de Santa Faustina em relação a pintura, que não ficou do seu gosto, pois, dizia ela, a Jesus: “Quem te pintará como sois?” Jesus lhe responde: “O valor da Imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas na Minha graça” (D. n. 313). Óh! Quanta bondade do Senhor para conosco!

Também foi ensinado um terço a Santa Faustina, por Jesus, para que possamos pedir misericórdia para nós e para o mundo inteiro (D. n. 475). Esse terço foi ensinado em 03 de setembro de 1935. Jesus assim fala a Santa:

Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: […]. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso (D. n. 1541, 1731, 475, 687, 811).

Em outra parte Jesus assim promete a todos nós:

Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguem a mesma indulgência. Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma (D. n. 811).

No Diário de Santa Faustina Kowalska, Jesus pede insistentemente por várias vezes que seja instituída a Festa da sua insondável Misericórdia, dando até o dia a ser celebrada esta Festa quando diz: “Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa (Diário, nº 699). E, assim, foi instituído o Domingo da Divina Misericórdia. A confirmação definitiva do Culto da Misericórdia Divina foi dada no dia 17 de agosto do ano de 2002, com a consagração do Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia, Polônia, pelo Sumo Pontífice, São João Paulo II. Na celebração da dedicação do Santuário, dizia o santo Papa a multidão de fiéis devotos da Misericórdia:

“Caríssimos irmãos e irmãs: Repito essas palavras simples e sinceras de Santa Faustina, para adorar juntamente com ela e com todos vós o mistério inconcebível e insondável da Misericórdia de Deus. Com ela, queremos que não existe para o homem outra fonte de esperança fora da Misericórdia de Deus. Desejamos repetir com fé: Jesus eu confio em Vós!” (L’Osservatore Romano, n. 34 – 24 de agosto de 2002, p. 3.7).

Jesus se revelou a Santa Faustina em relação a esta Festa 15 vezes. Daí podemos perceber a grandeza de tal comemoração. Certa vez ele lhe diz: “O Meu Coração se alegra com essa Festa” (Diário, nº 998). Pois esta celebração está ligada ao mistério da Redenção. Santa Faustina assim escreve em seu Diário: “Agora vejo que a obra da Redenção está ligada com a obra da misericórdia que o Senhor está exigindo” (Diário, nº 89).

Para esta, Festa Jesus pede que seja celebrada uma (cfr.) Novena e que seja iniciada na Sexta-feira Santa para que assim seja concluída na vigília do domingo após a Santa Páscoa. Com isso, esta Festa também traz um cunho de devoção particular.

Esta Novena é um pouco diferente das que conhecemos. Não é uma série de orações nas quais estão explícitas as nossas necessidades particulares. Nela, não rezamos exclusivamente por nós mesmos, mas segue uma ordem de pedidos que foram dados pelo próprio Jesus Cristo. Esta Novena traz na sua inspiração a maneira de rezar da Igreja. Uma maneira universal de rezar. Esta Novena foi pedida pelo Senhor que fosse recitada em preparação à Festa de sua misericórdia, “para a conversão do mundo inteiro de modo que toda a alma conheça a Misericórdia do Senhor e glorifique a sua infinita bondade”.

Santa Faustina assim escreve em seu diário: “Novena à Divina Misericórdia que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia. Começa na sexta-feira santa. (D. 1209).

Cada dia da Novena é iniciada com uma intenção particular dada pelo próprio Cristo diante da queixa feita por Santa Faustina que lhe diz que não sabia como iniciar uma novena. Com isso, Jesus a instrui na compilação da sagrada Novena:

Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.

Eu respondi: Jesus, não sei como fazer essa novena e que almas conduzir em primeiro lugar ao Vosso Misericordiosíssimo Coração. E respondeu-me Jesus que me dirá, dia por dia, que almas devo conduzir ao Seu Coração (D. n. 1209).

Esta Novena aparentemente é bastante simples para quem não dar uma devida atenção às palavras nela, contidas. Porém, para quem conhece um pouco de Teologia, percebe de imediato, que esta traz um cunho teológico de grande peso e profundidade teológica.

Vejamos como foi estruturada essa Novena. Cada dia se inicia com a intenção dada por Jesus misericordioso. Em seguida Santa Faustina faz uma oração dirigida a Jesus misericordioso, depois uma pequena reflexão sobre a Misericórdia do Senhor e, por fim, outra oração dirigida ao Pai eterno, contendo nessa a necessidade dada pelo Cristo ao iniciá-la. Observemos abaixo a estrutura do primeiro dia. Os oito dias seguintes trazem a mesma estrutura.


ESTRUTURA DA NOVENA



PRIMEIRO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

(Orações de Santa Faustina)
Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Ó poder da misericórdia Divina,
Socorro para o homem pecador,
Vós sois o oceano de misericórdia e de amor,
E ajudais a quem Vos pede humildemente.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

SEGUNDO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a Minha misericórdia.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

TERCEIRO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

QUARTO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

QUINTO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o Meu corpo e o Meu Coração, isto é, a Minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a Minha paixão.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

SEXTO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

SÉTIMO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

OITAVO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à Minha justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Retira do tesouro da Minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à Minha justiça.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno.

NONO DIA

(Palavras de Jesus)
Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a Minha misericórdia.

- Oração de Santa Faustina a Jesus misericordioso;

- Reflexão de Santa Faustina sobre a Misericórdia do Senhor;

- Oração de Santa Faustina dirigida ao Pai eterno. 





Terço da Misericórdia Divina


Terço que foi ensinado por Jesus a Santa Faustina Kowalska para ser rezado nas contas do Rosário. 


“No começo dirás as seguintes orações:

Pai-nosso…

Ave, Maria…

Creio em Deus Pai…

Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria rezarás as seguintes palavras:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim, rezarás três vezes estas palavras:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro” (Diário, 476). 





REFERÊNCIAS

KOWALSKA, Faustina Santa. Diário: A misericórdia divina na minha alma. 40ª Edição. [tradução: Prof. Mariano Kawka]. – Curitiba, Editora Mãe da Misericórdia, 2012.


Ut In Omnibus Glorificetur Deus
(RB 57, 9)