sábado, 10 de fevereiro de 2018

BIOGRAFIA DE SANTA ESCOLÁSTICA, ABADESSA (480-547) IRMÃ GÊMEA DE SÃO BENTO DE NÚRSIA, ABADE (480-547)


Festa de Santa Escolástica para os monges e Solenidade para as monjas. 

Os santos irmãos São Bento, Abade e Santa Escolástica, Abadessa.

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B
(Monge Beneditino)
Salvador, Bahia – 10 de fevereiro de 2018

INTRODUÇÃO 

Hoje, a Santa virgem Escolástica, qual uma pomba, subiu jubilosa aos céus; hoje, com seu irmão, goza para sempre as alegrias da vida celeste. (Liturgia das Horas-Rito Monástico).

A virgem prudente entrou para as bodas e vive com Cristo na glória celeste. Como o sol, ela brilha entre os coros das virgens (Liturgia das Horas).

Temos na Santa Igreja, alguns santos que estão intimamente ligados a outros santos. Por isso, ao escrevermos ou falarmos espontaneamente de suas vidas, somos quase que obrigados a falar também das figuras que os acompanharam na sua caminhada cristã ou por serem ligados por laços biológicos como no caso de São Bento e Santa Escolástica, São Cirilo (826-869) e São Metódio (815-885), São Cosme e São Damião, etc. Há Também aqueles que foram unidos pelos mesmos ideais de vida consagrada a Deus no seguimento de Cristo num laço puramente espiritual como: São Francisco de Assis (1181-1226) e Santa Clara de Assis (1194-1253), Santa Teresa d’Ávila (1515-1582) e São João da Cruz (1542-1591), São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana Francisca de Chantal (1572-1641), e tantos outros.

Aqui deixo aos meus leitores um pouco da vida da grande Abadessa Santa Escolástica e do nosso grande Patriarca São Bento, pois seria impossível falar de Santa Escolástica e não citar irmão São Bento. Eles sempre estiveram unidos desde o ventre materno pois eram irmãos gêmeos e até unidos no túmulo. Pois, morrendo Santa Escolástica, no dia 10 de fevereiro do ano de 547, São Bento pede aos monges que busque o corpo da irmã e a enterra em seu próprio túmulo no Mosteiro de Montecassino. Morrendo também ele 40 dias depois em 21 de março. O primeiro e grande Papa Beneditino São Gregório Magno (540-604), escreveu em seus Diálogos estas belas palavras referentes a São Bento e sua Santa irmã Escolástica: Desse modo, aconteceu que aqueles cujo espírito sempre fora um só em Deus, também os corpos não foram separados pela sepultura (Gregório Magno- Diálogos cap. 34).

Santa Escolástica e nosso Pai São Bento estão no céu na presença de Deus, de Jesus Cristo, da sua Santíssima Mãe a Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos todos, intercedendo por seus filhos monges e monjas e por todos aqueles que invocam a sua poderosa intercessão.

Boa leitura!


DADOS BIOGRÁFICOS:

- Nascimento:  No ano de 480 d.C., em Nórcia, Úmbria - Itália.
- Pais: Anicius Eupropius e Cláudia Abondantia Reguardati.
- Irmão: São Bento de Núrsia, Abade.
- Falecimento: Em 10 de fevereiro de 547 d.C., Montecassino, Cassino, Itália.
- Padroeira: Das crianças com convulsões; das monjas; e invocada contra chuvas e tempestades.

BIOGRAFIA DE SANTA ESCOLÁSTICA
ABADESSA
Duas crianças unidas no ventre materno, unidas na vida, unidas no túmulo, e unidas no céu. Assim, dou início a vida de Santa Escolástica. O Nosso Santo Patriarca São Bento. Nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália, no ano de 480 e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica; a grande Abadessa Santa Escolástica (480-547), que foi a primeira monja beneditina. Fundadora do ramo feminino da Ordem de São Bento. Eles pertenciam à influente e nobre família Anícia. Segundo a tradição seus pais chamavam-se Anicius Eupropius e Cláudia Abondantia Reguardati. A mãe veio a falecer no parto ficando o seu pai em grande sofrimento pela perda da esposa. No entanto, não faltou às crianças esmerada e sólida educação, principalmente na fé cristã. Tal foi a educação cristã que Santa Escolástica fez a sua consagração a Deus vivendo em castidade perfeita ainda muito jovem muito antes do seu irmão Bento.

Certamente, Santa Escolástica possuía desde a sua infância um espírito elevado a Deus, uma vida de espiritualidade e penitência bastante séria, pois neste período do início do Monaquismo cristão no Ocidente, as pessoas que se entregavam a Deus, levavam uma vida de grande seriedade na oração e na penitência.

Santa Escolástica amava tanto seu irmão Bento, que quando este sai da casa paterna para estudar retórica em Roma, ela o segue. Certamente, ela consagrou sua vida a Deus antes mesmo do seu irmão Bento. Pelos poucos relatos que possuímos de sua santa vida, podemos perceber que ela sempre foi ligada ao irmão pelo ideal de consagração a Deus. O ideal de consagração que Santa Escolástica desejava possuir, creio que ela desejava algo bem mais relacionado a uma vida de entrega com uma organização bem mais estruturada. Por isso, a vemos seguir o seu irmão São Bento na vivência de sua Santa Regra para os Mosteiros. Assim, Santa Escolástica foi a primeira Abadessa das monjas beneditinas (ramo feminino da Ordem de São Bento) por seguir o ideal monástico de seu querido irmão o Patriarca São Bento.

A Regra que São Bento escreveu era tudo aquilo que Santa Escolástica desejava seguir. Ela ficou fascinada com a forma de vida escrita por Bento. Esta era uma verdadeira inspiração do Espírito Santo para o seguimento de Jesus Cristo, pois a Regra Beneditina é, toda ela, um escrito Cristológico. Com isso, Santa Escolástica deixa tudo e decide viver num Mosteiro com um pequeno grupo de moças que a acompanha no seu ideal de vida monástica. Aí ingressam muitas outras jovens fascinadas pelo ideal do seguimento do Cristo; dirigidas estimuladas por Santa Escolástica a viverem a sua consagração total ao Deus todo-poderoso, na ORAÇÃO, no TRABALHO (Ora et Labora), no ESTUDO e na VIDA EM COMUNIDADE, ajudando, e suportando umas às outras com caridade e amor fraternal. Daí em diante, cresce e, se desenvolve, com a graça de Deus, o ramo monástico cenobítico beneditino feminino. O Mosteiro do qual Santa Escolástica era Abadessa, foi o Mosteiro de Primarola, que ficava a poucos quilômetros de distância de Montecassino onde residia o seu caro irmão Bento.

Para uma vivência monástica feminina, Santa Escolástica recebeu grande ajuda do irmão na organização da vida das monjas com as adaptações da Santa Regra que era dirigida para os Mosteiros dos monges. Como já sabemos o sexo feminino tem suas singularidades bem como o sexo masculino. Portanto, eram necessárias certas mudanças em alguns pontos da Regra, principalmente neste século VI em que o Ocidente se encontrava em grande caos por ocasiões das guerras etc. Era necessário um certo rigor nas normas estabelecidas para aqueles que procuravam a vida de perfeição no seguimento de Jesus Cristo no Mosteiro. Por causa disso vemos na Regra Beneditina o bloco que trata das penas, às vezes, muito severas para os monges que incorriam em faltas na observância monástica. Estas normas estão redigidas nos capítulos 23º ao 30º, nestes, está todo o código penal da Regra Beneditina. Portanto, a necessidade de adaptações para as monjas que sem dúvidas eram mais frágeis que os monges.

Outrora, a nossa Ordem Beneditina era dirigida apenas pela Regra de nosso Pai São Bento; Porém, nos dias atuais somos dirigidos pela Santa Regra e pelas Constituições da Congregação Beneditina Brasileira. (confira a lista das várias Congregações da nossa Sagrada Ordem Beneditina, no link: Os-Reverendissimos-Abades-Primazes-da-Confederação-da-Ordem-de-São-Bento.). Estas Constituições são direcionadas aos monges e outra direcionadas às monjas (Constituições das monjas), cada uma com suas peculiaridades. É claro que, ambas são fundamentadas principalmente, na vida em comunidade e no princípio ORA ET LABORA (Oração e Trabalho) criado por nosso Patriarca São Bento.

Santa Escolástica apesar de se encontrar com seu irmão Bento apenas uma vez por ano, devido às regras dos Mosteiros, eles sempre foram muito ligados um ao outro não só pelos laços sanguíneo mais principalmente na vida de espiritualidade. Ouçamos com atenção o grande Papa São Gregório Magno (540-604) onde nos deixou em seus Diálogos dois capítulos referentes a essa união de São Bento e Santa Escolástica ao relatar o milagre da Santa e a sua santa morte. Assim nos diz São Gregório:

A sua irmã que se chamava Escolástica, consagrada desde a infância a Deus onipotente, costumava visitá-lo uma vez por ano. O homem de Deus descia para vê-la numa casa pertencente ao mosteiro, não muito distante do mesmo. Como de costume ela chegou e, na companhia de alguns discípulos, o seu venerável irmão foi encontrá-la. Passaram o dia inteiro louvando ao Senhor, em santos colóquios e, quando já estava anoitecendo, comeram juntos. Sentados à mesa, conversaram acerca de de temas sagrados, até que se fez bastante tarde. Foi então que a sua devota irmã implorou-lhe que ficasse, dizendo: Peço-te que esta noite não te vás, para podermos falar das alegrias da vida celeste até ao amanhecer. Ele respondeu: “O que dizes, irmã? Não posso absolutamente pernoitar fora do mosteiro”. Naquele momento o céu estava sereno e não se via nem mesmo uma nuvem. Ao escutar a recusa do irmão, Escolástica cruzou as mãos sobre a mesa e nela pousou a cabeça para rezar a Deus todo-poderoso. Assim que levantou a cabeça, irromperam relâmpagos e trovões, acontecendo um tal dilúvio que nem o venerável Bento, nem os monges que estavam com ele puderam colocar os pés fora da porta. A santa monja, reclinando a cabeça sobre as mãos, havia derramado na mesa um rio de lágrimas, com as quais transformara em chuva o azul do céu. Entre a oração e o temporal não se passou sequer um instante, pois de tal modo foram simultâneas a oração e a chuva que enquanto ela erguia a cabeça já ressoavam os primeiros trovões. A elevação da cabeça e a precipitação da chuva ocorreram num só e único momento. O homem de Deus, vendo que não podia retornar ao mosteiro em meio a todos aqueles relâmpagos e trovões e àquela espantosa tempestade, pôs-se a lamentar, dizendo: “Que Deus onipotente te perdoe, irmã! O que fizeste?” E ela respondeu: “Eu te pedi e não me quiseste escutar. Pedi ao meu Senhor e ele me atendeu. Agora sai, se puderes, deixa-me e retorna ao mosteiro”. Impossibilitado de sair, Bento foi obrigado a permanecer ali, contrariado, onde não havia desejado ficar por sua espontânea vontade. Assim, passaram toda a noite em vigília e saciaram-se com santas conversas, comungando suas experiências de vida espiritual (Diálogos cap. 33).

Em seguida, prossegue São Gregório Magno com outro belo relato da sobre a Santa, agora referente a sua santa morte, a qual foi vista a certa distância por São Bento que se encontrava no Mosteiro de Montecassino em sua cela. Este fato ocorreu três dias após aquele belo encontro dos dois irmãos. Ouçamos São Gregório:

No dia seguinte, Escolástica e Bento retornaram aos seus respectivos mosteiros. Três dias depois, o homem de Deus estava em sua cela quando, ao erguer os olhos ao céu, viu a alma da irmã, saída do corpo, penetrar nas profundezas do céu, sobre a forma de pomba. Repleto de alegria pelo grande triunfo da irmã, agradeceu a Deus todo-poderoso com hinos de louvor e deu a notícia a seus monges, ou melhor, ordenou a alguns deles que pegassem o corpo de Escolástica e o transportassem ao mosteiro, para que fosse enterrado na sepultura que ele havia preparado para si (Diálogos cap. 34).

Vejamos a beleza nesta frase de São Gregório:viu a alma da irmã, saída do corpo, penetrar nas profundezas do céu, sobre a forma de pomba. É por causa desse relato de São Gregório que Santa Escolástica Normalmente é representada com uma pomba. Também existem outras representações tanto na arte escultórica (escultura) como na pictórica (pintura), da Santa, várias outras representações como o báculo pastoral abacial, o livro da Regra ou o Evangelho, o menino Jesus, chuva, raios, etc.

De grande beleza é o término deste capítulo quando São Gregório diz: Desse modo, aconteceu que aqueles cujo espírito sempre fora um só em Deus, também os corpos não foram separados pela sepultura (Diálogos cap. 34).

Todos os fatos relatados por São Gregório Magno da vida de São Bento e Santa Escolástica foram coletados anos mais tarde pelos seus discípulos que foram testemunhas oculares dos fatos narrados em seus Diálogos. Nos diz São Gregório:

Não conheço todos os episódios da vida e o pouco que estou para narrar, aprendi-o com os seus quatro discípulos: Constantino, homem digno de grande veneração, que o sucedeu no governo do Mosteiro; Valentiniano, que por muitos anos foi o superior do Mosteiro de Latrão; Simplício, que foi o terceiro a governar a sua comunidade e, por fim, Honorato, que ainda hoje dirige o Mosteiro em que Bento viveu no início de sua vida monástica (Diálogos, Prólogo).

O Abade Constantino foi o primeiro sucessor de São Bento em Montecassino bem como o Abade Simplício o segundo sucessor de São Bento em Montecassino. Era sacerdote. A ele se deve a 1ª edição da Santa Regra.

Quarenta dias após a morte da sua cara irmã Santa Escolástica, também subia ao céu o Servo de Deus, nosso grande Patriarca São Bento, no dia 21 de março do ano de 547, no Mosteiro de Montecassino que fundara no ano de 529 e onde escreveu a Santa Regra para os monges e monjas, na região de Cassino, Itália.

Hoje, podemos ver claramente, que a mensagem e o grande legado que nos deixaram as santas de vidas de nosso Pai São Bento e da grande Santa Escolástica, legado este, que impulsionou todo o Ocidente cristão, formando a civilização de toda a Europa cristã. Por este motivo, São Bento foi declarado o Patrono principal de toda a Europa pelo Sumo Pontífice Beato Paulo VI no ano de 1964.

Portanto, invoquemos sempre Santa Escolástica e, seu irmão, nosso Patriarca São Bento. Peçamos a eles que interceda por todos nós junto a Deus e sua Santíssima Mãe a Virgem Maria, dos santos monges e monjas e de todos os Anjos. Assim, não seremos jamais confundidos. 

ORAÇÕES A SANTA ESCOLÁSTICA

Celebrando a festa de Santa Escolástica, nós vos pedimos, ó Deus, a graça de imitá-la, servindo-vos com caridade perfeita e alegrando-nos com os sinais do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Liturgia das Horas)

ORAÇÃO A SANTA ESCOLÁSTICA

Ó Deus, que de modo admirável ornastes Santa Escolástica com a luz da inocência, dai-nos sempre agradar-vos pela pureza da vida, a fim de vos louvarmos com o coro das virgens na alegria do céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Missal). 

Intercessão dos santos irmãos São Bento e Santa Escolástica 

Festa de Santa Escolástica, Abadessa














REFERÊNCIAS

GREGÓRIO MAGNO, São. São Bento: Vida e Milagres / São Gregório Magno; Dom Gregório Paixão, OSB. Salvador: Edições São Bento, 2002.


Ut In Omnibus Glorificetur Deus (RB 57,9)

sábado, 21 de outubro de 2017

A ARQUIABADIA DE MONTECASSINO (529), UMA JOIA DE GRANDE VALOR DO CRISTIANISMO






Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B
(Monge Beneditino)
Salvador, Bahia – 21 de outubro de 2017

INTRODUÇÃO

Falar da Arquiabadia de Montecassino não é tarefa fácil, devido a sua grande importância na vida da Igreja e na História Universal. Deixo esse encargo para os historiadores. No entanto, dirijo aos meus leitores essas poucas linhas onde desejo mostrar-lhes alguns pontos da história desta joia rara do cristianismo. Este texto teve como iniciativa a curiosidade de alguns amigos que me pediam que escrevesse algo sobre tão importante Mosteiro.
Uma boa leitura a todos! 




A ARQUIABADIA DE MONTECASSINO, (529) ITÁLIA  

A Abadia de Montecassino é um Mosteiro de grande porte, tanto na sua arquitetura como na sua história. Só pensando em seu fundador, Nosso Santo Patriarca São Bento, (480-547), faz-nos calar ante os grandes feitos deste Venerável Pai. No entanto, descrevo aqui outros acontecimentos que uma grande parte das pessoas não tem conhecimento, pelo menos é o que observei nestes anos de vida monástica. Por exemplo, a escritura da Santa Regra, que nos traz uma síntese perfeita do Evangelho (um escrito cristocêntrico), Regra esta, que deu a Igreja de Jesus Cristo, mais de 20 Papas que viveram sob Regra de São_Bento. Regra que foi escrita por São Bento neste Mosteiro de Montecassino. Também guiados pela mesma Regra temos hoje mais de 5.000 (cinco mil) santos beneditinos canonizados que intercedem por nós no céu.

Outra parte da história foram os Abades deste Mosteiro que daí saíram eleitos Papas da Santa Igreja. Foram eles: Rev.mo Abade Frederico de Lorraine (1000-1058) mais tarde com o nome de Estêvão IX, O.S.B, 154º Papa (papado de 1057-1058), Abade de Montecassino e, o Rev.mo Abade Desidério (1026-1087) mais tarde tornou-se Papa com o nome de Vítor III, O.S.B, 158º Papa (papado de 1086-1087), também Abade de Montecassino, o qual foi beatificado.

Podemos ver também o envio de monges para outras partes do mundo que até então não eram evangelizadas etc. Aos conhecedores da História Universal, por esses fatos descritos aqui, dão-se eles, conta da grandeza deste Mosteiro. Pois são inúmeros os acontecimentos ocorridos neste lugar sagrado.

Pos bem! Prosigamos na história desta magnífica Arquiabadia, uma verdadeira obra-prima do monaquismo ocidental.

Montecassino foi o segundo Mosteiro fundado por Nosso Pai São Bento, pois, o primeiro a ser fundado foi o Mosteiro de Subiaco, Itália, onde o santo Pai iniciou a sua vida de monge ajudado por São Romão, monge. A Abadia de Montecassino foi fundada por volta do ano 529 d.C. Esta importante construção está situada acima do nível do mar a 517m. Erguido "numa massa imponente na forma de um quadrilátero irregular que cobre uma área de 200x100m" (MONTECASSINO, 2016). 

O Mosteiro está situado sobre os vetígios de uma fortificação romana do Município de Cassinum. Nesse local havia um templo que era dedicado ao deus Apolo e perto daí também existia um bosque sagrado onde fazia-se sacrifícios. Quanto a isso deixemos o nosso grande Papa beneditino, São Gregório Magno, O.S.B, nos falar:

Cassino fica situada na encosta de uma alta montanha, que quase abre seu seio para acolher a cidadela e, três milhas acima, lança o seu cume em direção ao céu. Naqueles tempos, erguia-se sobre o topo um antiquíssimo templo, no qual, segundo os costumes dos antigos pagãos, os camponeses veneravam o deus Apolo. Os bosques que cresciam ao redor eram consagrados aos demônios e, ainda nos dias de Bento, uma multidão fanática de pagãos esforçava-se para oferecer sacrifícios sacrílegos (Diálogos cap. 8, p. 41).

Mas o grande Patriarca São Bento, vendo aquele grande mal, feito pelos espíritos maus, às almas dos filhos do Deus Altíssimo, toma uma decisão digna de um homem que é servo do mesmo Deus Todo-Poderoso. Ouçamos mais uma vez o grande Papa Gregório:

Assim que o homem de Deus ali chegou, reduziu o ídolo a pedaços, destruiu o altar, cortou os arbustos, ergueu um oratório a São Martinho exatamente no lugar onde se erguia o templo de Apolo e, onde havia o altar dos sacrifícios ao ídolo, construiu uma capela dedicada a São João. Ao mesmo tempo, através de uma pregação contínua, exortava a fé o povo que habitava nas redondezas (Diálogos cap. 8, p. 41).

A Abadia está situada numa região estrategicamente fabulosa. Isto é, no topo de uma alta montanha onde da imponente e esplendorosa construção, vislumbra-se todo o vale. Ouso dizer que, esta, parece uma imperatriz no topo do monte, sentada em seu majestoso trono, onde todos a olham com curiosidade e grande respeito, devido a história do seu esplendoroso reinado, conquistado séculos afora. Tudo isso, é claro, pelas virtudes do Nosso Santo Patriarca São Bento. Pois aí viveu e fez sua Páscoa Eterna no dia 21 de março do ano de 547. Quanto a esse maravilhoso fato narrado por São Gregório Magno em seus Diálogos, ouçamos:

No mesmo ano em que devia deixar esta vida, pronunciou o dia exato da sua santíssima morte a alguns dos discípulos que estavam com ele e a outros que viviam distante. Ordenou aos presentes que não o revelassem a ninguém e indicou aos que estavam ausentes qual seria o sinal que lhes avisaria o momento em que a sua alma sairia do corpo. Seis dias antes de morrer, fez com que abrissem o seu sepulcro. Foi então subitamente tomado por uma febre alta, que começou a prostrá-lo implacavelmente. Como aquele mal o debilitava cada vez mais, no sexto dia pediu aos discípulos que o levassem ao oratório, onde se fortificou para a grande passagem com o viático do Corpo e Sangue de nosso Senhor. Os monges seguravam-lhe os membros trêmulos e ele, com as mãos levantadas ao céu, rezando em pé, deu o seu último suspiro. Naquele mesmo dia, dois de seus discípulos, um que se encontrava no mosteiro e outro que estava num lugar mais distante tiveram a mesma visão. Viram uma estrada toda coberta de tapetes, resplandecendo à luz de inúmeros candeeiros e que, partindo de sua cela, conduzia ao oriente, elevando-se em direção ao céu. No alto, ao fim da estrada, estava um homem de aspecto venerável e radiante de luz, que que perguntou a ambos para quem seria aquela estrada que olhavam. Eles responderam que não sabiam. Então, o homem lhes disse: “Este é o caminho pelo qual Bento, amado por Deus, subiu ao céu”.  Assim como os presentes, que viram a morte do santo, também os ausentes a puderam conhecer através do sinal que lhes fora prenunciado. Foi sepultado no oratório de São João Batista, que ele havia construído, após ter destruído o altar de Apolo (Diálogos cap. 37, p. 111).

Aí também nesta Abadia repousa o corpo de Santa Escolástica sua querida irmã gêmea que falecera pouco tempo antes do seu irmão Bento, no ano de 547, que segundo a tradição esta sua Páscoa ocorreu no dia 10 de fevereiro. Sobre a morte de Santa Escolástica São Gregório nos fala:

[…] o homem de Deus estava em sua cela quando, ao erguer os olhos ao céu, viu a alma da irmã, saída do corpo, penetrar nas profundezas do céu, sob a forma de pomba. Repleto de alegria pelo triunfo da irmã, agradeceu a Deus todo-poderoso com hinos de louvor e deu a notícia a seus monges, ou melhor, ordenou a alguns deles que pegassem o corpo de Escolástica e o transportassem ao mosteiro, para que fossem enterrado na sepultura que ele havia preparado para si (Diálogos cap. 34, p. 103).

Falar da Abadia de Montecassino sem narrar estes dois episódios, ficaria um tanto a desejar porque São Bento e Santa Escolástica a meu ver são os maiores tesouros deste Mosteiro. E, a grandeza deste lugar, dar-se “graças a extraordinária vida do seu fundador e ao seu sepulcro aí situado” (MONTECASSINO, 2016).


AS DESTRUIÇÕES DA ABADIA

Este Mosteiro perdura pelos séculos afora na história da Igreja e do mundo com dias de glória mas também de grande aflição para todos. Principalmente na últma destruição no recente ano de 1944 na qual a Abadia sofreu perdas irreparáveis no seu acervo artístico. E, no desenrrolar desta mesma história foi destruído quatro vezes, mas, florescendo com um vigor ainda mais explendoroso. Por isso seu lema: “Cortado floresce”.

A sua primeira destruição deu-se cerca do ano de 577 pelos Lombardos de Zotone, Ducado de Benevento. Esse fato triste da história do Mosteiro foi vista pelo Santo Pai São Bento numa revelação do Deus onipotente. Escutemos o que nos fala São Gregório Magno em relação a este acontecimento:

Um nobre, chamado Teóprobo, chegou à vida monástica estimulado pelas exortações do Pai Bento. Pela integridade de seus hábitos, gozava da confiança e da proximidade do mestre. Um dia, ao entrar na cela do santo, Teóprobo notou que este chorava. Em silêncio, esperou respeitosamente por um longo tempo, mas visto que as lágrimas não cessavam e que o homem de Deus não chorava como de costume, durante as suas orações, mas por está verdadeiramente desolado, perguntou-lhe o motivo daquela grande dor. Bento logo respondeu: “Este mosteiro que construí, assim como todas as coisas que preparei para os monges, está destinado, por decisão de Deus onipotente, a cair nas mãos dos bárbaros. Consegui apenas que seja poupada a vida dos monges, que daqui sairão incólumes” (Diálogos cap. 17, p. 63).

Porém, no início do “século VIII o Papa Gregório II (669-731) comissionou Petronace de Brescia a reconstrução do mosteiro”. (MONTECASSINO, 2016). Portanto, para a Abadia de Montecassino esse fato teve grande importância porque com essa reconstrução ela teve seu esplendor marcado neste século. E, assim, floresceu mas bela que antes. Por conta desta reconstrução vieram a Abadia:

[…] o monge saxão Villibaldo, o monge Sturmius discípulo de São Bonifácio, fundador de Fulda e do monasticismo germânico, Gisulfo II Duque de Benavento, Carlomano irmão de Pipin, Ratchis rei dos Lombardos, Anselmo futuro Abade de Nonantola. Em 787, Carlos Magno visitou a Abadia e concedeu-lhe amplos privilégios. (MONTECASSINO, 2016).

A segunda destruição de Montecassino ocorreu no ano de 883, pelos Sarracenos, chegando estes a assassinar um santo e importante monge de nome Bertário.

Em 883, os Sarracenos invadiram o Mosteiro, provocando a morte de Bretário, o monge santo e fundador de Cassino Medieval. Os monges sobreviventes fugiram para Teano e mais tarde para Cápua. A vida monástica só foi totalmente retomada em meados de século X, graças ao Abade Aligerno (MONTECASSINO, 2016).

A terceira destruição deste Arquicenóbio foi devido a um grande terremoto e, por isso, a imponente Abadia desmoronou quase que totalmente no ano de 1349.

A terceira destruição foi provocada por um terremoto em 1349. Só restaram algumas paredes do esplendoroso edifício do Abade Desidério. Durante a reconstrução foram feitas muitas adições e melhoramentos, e a Abadia cresceu em imponência (MONTECASSINO, 2016).

A quarta e última destruição da Abadia, aconteceu devido a Segunda Grande Guerra Mundial em que “Montecassino se viu na linha de fogo entre dois exércitos” a qual foi bombardeada a 15 de fevereiro de 1944, pelo exército Norte-americano. Esta foi a mais triste de todas, porque morreram muitas pessoas neste bombardeio. No entanto, esta floresceu no seu antigo esplendor.

Este local de oração e estudo, que nesta situação excesional se havia tornado um refúgio para centenas de civis inocentes, no espaço de três horas foi reduzida a escombros, sob os quais muitos refugiados encontraram a morte (MONTECASSINO, 2016).

Mesmo assim, com a mais devastadora destruição, a magnífica Abadia não desapareceu da história. Quem a visita tem o privilégio de vê-la majestosa como antes, devido a força e determinação do seu grande Abade o Rev.mo Dom Abade Ildefonso Rea, o reconstrutor. O qual no seu programa de reconstrução afirmou que a queria: “onde e como estava”.

A Abadia foi reconstruída seguindo o antigo traçado arquitetônico e o “onde e como estava” do programa do Abade Ildefonso Rea, o reconstrutor. (MONTECASSINO, 2016).

A reconstrução e redecoração de todo o edifício duraram mais de uma década, sendo estes trabalhos financiados pelo Estado Italiano. Por causa das grandes devastações que este Mosteiro sofreu ao longo dos mais de 1500 (mil e quinhentos) anos de história, Montecassino pode ser “simbolizado por um carvalho centenário, quebrado pela tempestade mas sempre tornando ao verde e à vida, mais forte: succisa virescit. (“Cortado floresce”). (MONTECASSINO, 2016).

Ao longo destes 1800 (mil e oitocentos) anos, Montecassino teve vários grandes Abades em seu governo. No século XI vemos: Abade Teobaldo, Abade Richerius, Abade Frederico de Lorraine, Abade Desidério etc. Foram eles que restauraram a importância política e eclesiástica deste Mosteiro. Principalmente o Abade Desidério que foi o grande reconstrutor da Basílica e do Mosteiro. Desidério era amigo do Papa Gregório VII, a quem assistiu na batalha pela independência da Igreja e mais tarde foi o seu sucessor na Cátedra de São Pedro com o nome de Vitor III. Enfim, todos os seus Rev.mos senhores Abades, verdadeiros sucessores de Nosso grande Patriarca São Bento, contribuíram deixando seus legados na história gloriosa da majestosa Arquiabadia de Montecassino.



















VÍDEO 
O BOMBARDEIO DA ARQUIABADIA DE MONTE CASSINO EM 15 DE FEVEREIRO DE 1944


VÍDEO
A ARQUIABADIA APÓS A RESTAURAÇÃO





REFERÊNCIAS

ABADIA DE MONTECASSINO – Publicazioni Cassinesi – Montecassino, 2016.

GREGÓRIO MAGNO, São. São Bento: Vida e Milagres / São Gregório Magno; Dom Gregório Paixão, OSB. Salvador: Edições São Bento, 2002.



Ut In Omnibus Glorificetur Deus (57,9) 

sábado, 12 de agosto de 2017

BEATA DULCE LOPES PONTES (Irmã Dulce)


Etapas da vida da Beata Dulce 


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BEATA DULCE LOPES PONTES 

(Irmã Dulce)
*26 de maio de 1914
+13 de março de 1992

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B
(Monge Beneditino)
Salvador, Bahia 13 de agosto de 2017

“Se aqui existisse mais amor e menos egoísmo,
o mundo seria diferente”.
(Beata Dulce) 


No dia 26 de maio de 1914, na cidade do Salvador da Bahia, na Rua São José de Baixo, Bairro do Barbalho, Freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, nascia mais uma criança que futuramente seria chamada de “o anjo bom da Bahia” pelos seus grandes feitos nesta sua querida capital, que traz o nome do Salvador. Essa criança era a Maria Rita de Souza Lopes Pontes. Que ingressando no convento da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no dia 08 de fevereiro do ano de 1933, na Cidade de São Cristóvão, Estado de Sergipe, na qual em 13 de agosto do mesmo ano ao receber o santo hábito religioso, também recebe o nome de Irmã Dulce Lopes Pontes, MICMD. Nome este, que trazia com grande carinho, pois esse era o nome de sua querida mãe.

A Beata Dulce era filha do renomado Doutor Augusto Lopes Pontes e da senhora Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. “Das primícias matrimoniais de Augusto e Dulce, nascia Maria Rita, feliz no seio da familiar, anônima aos olhos do mundo. Por aquilo que seria e por todo bem que faria, muito apropriadamente se aplicava a expressão do poeta William Blake: “Por causa desse momento, valeu o universo ter sido criado”. (PASSARELLI, 2012. p. 8).

Creio que todos já ouviram falar das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Que desde sua criação pela própria Irmã Dulce, vem dando uma ajuda grandiosa ao nosso país com a assistência aos mais necessitados.

Porém, a sua vocação em ajudar o seu próximo é de tenra idade. “A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa”. (https://www.irmadulce.org.br).

A caridosa Irmã Dulce no início de sua vida de caridade nas ruas da capital Salvador, foi bastante incompreendida e sofreu muito por causa disso. Quantas vezes as pessoas pensavam que ela não estava em seu perfeito juízo. Quando angustiada devido a incompreensão, ela procurava o confessionário para poder ouvir o Senhor Jesus Cristo na pessoa do sacerdote e muitas vezes vinha ao nosso Mosteiro de São Bento confessar com o bondoso monge deste Mosteiro, o Dom Lucas, O.S.B, que era médico e que lhe deu muito apoio e luz nessas horas de escuridão. E assim, a bondosa Irmã Dulce seguiu seu caminho nas ruas da cidade do Salvador, acolhendo os seus queridos pobres, o que não eram poucos. Pedindo esmolas para eles.

Infelizmente não a conheci pessoalmente, mas aqueles que a conheceram, falam dela com grande amor e veneração. No entretanto, ouvia falar dessa santa de Salvador, por causa da sua grande Obra (OSID). Uma figura franzina, porém, de um vigor que impressionava a todos. Força esta, que só poderia vir de Deus.

Sem erro algum, posso aplicar a nossa querida Beata Dulce um dos pensamentos de outra Serva de Deus, Elisabeth Leseur (1866-1914): "Como a vela, que consome sua própria substância para dar luz e calor aos que as cercam". Assim viveu nossa santa Dulce sendo luz e calor para todos aqueles que a rodeavam. E, numa Sexta-feira, justamente no dia em que a Igreja faz memória da Sagrada Paixão do Senhor Jesus Cristo, no dia 13 de março de 1992, morria a nossa santa Dulce em Salvador, as 16h:45m, consumida de muitos trabalhos por Deus.

O seu processo de Canonização foi iniciado em janeiro do ano 2000. E no mês de abril de 2009, o Sumo Pontífice, Papa Bento XVI reconheceu as suas virtudes heroicas, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável. Isto é, foi reconhecida em Irmã Dulce, as virtudes cristãs, da Fé, da Esperança e da Caridade.

No dia 9 de junho de 2010 é realizada a exumação e transferência das relíquias da Venerável Irmã Dulce para sua Capela definitiva, localizada na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, situada ao lado da Sede da OSID.

Precisamente no dia 10 de dezembro de 2010, o Sumo Pontífice, Papa Bento XVI autoriza então a promulgação do decreto do milagre que transformava a Venerável Dulce em Beata, ou Bem-Aventurada. A autorização foi dada pelo pontífice ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, em audiência privada no Vaticano, Roma - Itália.

A notícia do milagre para a sua Beatificação, foi divulgada no dia 13 de mai de 2011. Notícia que alegrou não só os baianos, mas todo o nosso País, que ganha mais um santo entre tantos outros, que temos, conhecidos ou não. Passaram-se justamente dez anos para ser divulgado este tão esperado milagre. O milagre ocorreu com a sergipana Claudia Cristina dos Santos, de 41 anos de idade, moradora da cidade de Malhador, Sergipe. Ela alcançou a graça em 10 de janeiro de 2001, após ser desenganada pelos médicos, quando teve hemorragia no parto. E, com a sua fé em Deus, invocando a Irmã Dulce, foi atendida com a cura.

Cito mais uma vez a Serva de Deus Elisabeth Leseur para mostrar o grande zelo e amor ao próximo de nossa cara Beata Irmã Dulce dos pobres como a chamamos: "Elevando a sua alma e cumprindo o seu dever, ela (Irmã Dulce), "elevou o nível da humanidade". Pois, "Toda alma que se eleva, eleva o mundo". 


ORAÇÃO A IRMÃ DULCE
Senhor Nosso Deus, recordando a vossa Serva Dulce Lopes Pontes, ardente de amor por vós e pelos irmãos, nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor dos pobres e dos excluídos. Renovai-nos na fé e na caridade, e concedei-nos a seu exemplo vivermos a comunhão com simplicidade e humildade, guiados pela doçura do Espírito de Cristo, Bendito nos séculos dos séculos. Amém.

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ORAÇÃO A BEATA DULCE
Ó Deus que maravilhosamente concedestes a caridade à Beata Dulce, Virgem, a fim de ajudar humildemente e benignamente os pobres nas suas enfermidades, dai-nos, vo-lo pedimos, por seu exemplo, o espírito de pobreza para vos servir com toda solicitude nos pobres. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na Unidade do Espírito Santo. Amém. 

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FOTOGRAFIA DA BEATA 
IRMÃ DULCE LOPES PONTES 
(1914-1992)
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REFERÊNCIA

PASSARELLI, Gaetano. Irmã Dulce: o anjo bom da Bahia / Gaetano Passarelli. – 3. ed. – São Paulo: Paulinas, 2012. – (Coleção luz do mundo)




Ut In Omnibus Glorificetur Dei