terça-feira, 25 de agosto de 2026

PEQUENA BIOGRAFIA DO MEU QUERIDO PAI SENHOR GENÉSIO FRANCISCO DOS SANTOS (*20 de dezembro de 1947 +21 de abril de 2026)

 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 25 de agosto de 2026

Na memória de São Genésio de Roma, mártir

 INTRODUÇÃO 

"Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que Ele fez em meu favor?” (Sl 116,12). E ainda: "Que teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada." (Sl 143,10). 

Não poderia deixar de citar estes belos versículos destes dois Salmos, porque minha família e eu, fomos cumulados por Deus com grandes graças. A primeira delas, foi a vida que o bom Deus nos concedeu; depois as inúmeras alegrias e o convívio familiar, na união fraterna e no amor mútuo entre nós. Por estas, e outras inúmeras graças recebidas, sou eternamente grato a Deus e a sua Mãe Santíssima, por estas dádivas. 

Portanto, no dia em que celebramos a memória de São Genésio de Roma, mártir, deixo aqui registrado uma pequena biografia com algumas datas e fatos importantes sobre meu pai, o senhor Genésio Francisco dos Santos, o qual voltou para a casa do bom Deus no dia 21 de abril de 2026. Minha mãe também é bastante citada, porque ela não pode ser dissociada da história do meu pais. Foram duas almas que se amaram com um amor puro e verdadeiro e praticaram obras de caridade juntos. 

Meu pai foi um homem de grandes superações, pois trabalhou muito para o sustento de sua família, a quem tanto amava. Foi um homem justo, honrado, discreto e de uma bondade impressionante. É bastante comum se ouvir dizer na minha região: “Quem quer ser bom, morra ou se mude.” porém essa frase não se aplica a vida de meu pai e igualmente de minha mãe, da qual também escrevi uma pequena biografia. Cf. (As lembranças de um filho). Eles não precisaram morrer para serem bons; foram bons desde a sua infância, e as suas vidas mostraram isso para aqueles que puderam conviver com eles. Sabem bem disso os seus parentes, os amigos etc. Por isso, sempre falo com muta convicção que, Deus me deu os pais certos, e a família certa, e sou muito grato por eles.

O senhor Genésio Francisco, trabalhou arduamente na roça e em vários tipos de trabalhos para sustentar seus muitos filhos; era um homem vigoroso, alegre, bondoso e brincalhão, mas nas horas certas também era mais firme nas suas colocações. Como deve ser toda figura paterna. Eu sempre tive uma visão dele, de um homem com bastante equilíbrio e bondade; foi assim que ele formou as personalidades de todos os seus filhos. Nunca o vi bater em nenhum dos seus filhos. Às vezes nos ameaçava, mas sabíamos que ele não batia em nenhum de nós. Mesmo assim, tínhamos muito respeito por ele, devido a sua costumeira bondade. Era um homem impressionante. Quem conviveu com ele, e o conheceu de perto, verá que não minto em nada do que aqui foi escrito. Muitas coisas teria a dizer sobre o senhor Genésio Francisco, mas aqui deixo apenas algumas lembranças para a família e os amigos.

Saudades eternas dos seus filhos, parentes e amigos

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B


O meu querido Pai, senhor Genésio Francisco dos Santos, nasceu no dia 20 de dezembro (Sábado) do ano do Senhor de 1947, às 9:00h, na residência de seus pais em três Lagoas, Município de Limoeiro, estado de Pernambuco, na Zona da Mata Norte pernambucana, e se casou com a senhora Dona Josefa Maria da Conceição  (Conhecida desde a sua infância pelo nome de Cecília. Todos a conhecia como dona Cecília. Nascida no dia 20 de dezembro (Quarta-feira) do ano do Senhor de 1950, às 13:00h, na residência de seus pais no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, estado de Pernambuco, Zona da Mata Norte pernambucana.

Sua união matrimonial, no religioso, ocorreu no dia 1º de dezembro do ano de 1991, às 15:00h na Capela de Santo Antônio da cf.  Vila de Apoti – Paróquia Nossa Senhora da Glória, Diocese de Nazaré da Mata – Pernambuco, o casamento foi realizado perante o Rev.mo. Pe. Manuel Messias Laurindo dos Santos, na presença das testemunhas senhor José Reis Nogueira Filho e José Francisco dos Santos

O senhor Genésio é filho do senhor Severino Francisco dos Santos (infelizmente não possuímos documentação alguma desse meu avô), apenas sabemos que ele faleceu na sua residência, numa madrugada do ano de 1973; e de Dona Maria Severina da Conceição (Dona Maria Chaga, como era conhecida por todos). Dona Maria Chaga nasceu no dia 19 de março (Sexta-feira) do ano do Senhor de 1901, porém por ela não possuir nenhum documento civil, até o ano de sua aposentadoria, ou seja, e já bastante idosa, quando a sua documentação foi feita, foi colocado na sua identidade o ano de seu nascimento como sendo 1909, um erro grave na sua documentação. Ela nasceu na residência de seus pais no Sítio Tiúma, estado de Pernambuco. E sempre nos contava que seu nascimento, ocorreu no ano de 1901. Ela nos dizia, já em idade avançada: “Eu nasci em um (1) no início do mundo. No princípio de tudo”. E nos dizia isso em voz baixa, quase sussurrando. Achávamos engraçado na época, porque não entendíamos o que ela queria nos dizer; éramos crianças. Nunca esqueço essa frase que ela nos dizia.

Não entendíamos na época o que ela nos queria dizer, por sermos ainda muito jovem e eu uma criança. Porém, mais tarde, entendemos que ela queria nos dizer, que, nasceu no início do século XX. E assim, nos contava muitas outras histórias da sua vida, suas grandes dificuldades familiares, suas doenças, bem como as suas conquistas; e muitas coisas engraçadas também, etc. Ela nos dizia que amava todos os seus netos. Ela era muito carinhosa, uma virtude que meu pai herdou dela.

Lembro-me bem da sua pequena casinha de taipa no sítio, ao lado da casa de sua filha Maria do Carmo (Tia Carminha) Era uma alegria quando chegávamos lá para dá notícias do meu pai e saber como ela estava. Ela ficava muito feliz com a nossa visita. Eu e meu irmão Francisco era quem mais a visitava. Visitávamos também os outros nossos tios e alguns amigos.

Da união dos meus avós paternos, nasceram muitos filhos. São eles:

1º- Judite Severina da Conceição (*21/12/1935 +14/09/2009).

2º- João Francisco dos Santos (João Chaga) (*15/06/1937 +17/01/2002).

3º- Manuel Francisco dos Santos (Neco) (*10/08/1939 +06/01/2015).

4º- Alaíde Maria da Conceição (*07/09/1942).

5º- Maria do Carmo da Silva (Carminha) (*07/03/1944 +10/02/2016).

6º- Otávio Francisco dos Santos. (*21/12/1944 +03/06/1973).

7º- Margarida Maria dos Santos Oliveira (Guida) (*15/09/1945).

8º- Genésio Francisco dos Santos (*20/12/1947 +21/04/2026). (Meu pai).

9º- José Francisco dos Santos (Bizuza) (*30/12/1948 +06/10/2025).

10º- Severino Francisco dos Santos (Biu Chaga) (*10/01/1952).

Minha avó Maria Severina da Conceição (Dona Maria Chaga), faleceu aos 90 anos de idade segundo a data dos seus documentos civis, pois sabemos que ela nasceu em 1901, como expliquei acima. O dia do seu falecimento foi em 23 de maio do ano de 1999, na sua residência, no Sítio Araquã / Fazenda Bagé, Município de Bom Jardim, Pernambuco, às 22:00h. Seu sepultamento foi feito no cemitério público do Povoado de Lagoa Comprida - Pernambuco. Certidão de óbito n. --- às fls 13 do livro nº C- 02. Foi o declarante: Manuel Francisco dos Santos (Tio Neco). Assinada por: Maria Roseane de Lima da Silva – Oficial. Povoado de Bizarra, 24 de maio de 1999.

Eu conversava bastante com meu pai. Sempre o admirei muito pelo seu caráter bondoso, amável, e o seu vigor nos trabalhos e em tudo que fazia por nós e para os outros. Quando eu nasci meu pai tinha 31 anos de idade e minha mãe tinha 28 anos. Interessante que por obra de Deus eles nasceram no mesmo dia, em 20 de dezembro, mas em anos diferentes. Meu pai nasceu no ano de 1947 e minha mãe em 1950. Um certo dia eu perguntei ao meu pai como fora o dia do meu nascimento. E ele, assim me contou com sua costumeira simplicidade como aconteceu aquele dia de 1979. Disse: “Foi de noite. Fiquei preocupado porque tinha que buscar a parteira e era muito longe. Eu saí sozinho naquela hora noite, por lugares esquisitos com muitas matas, canaviais, bananais, laranjais etc.; numa grande escuridão. tive muito medo, mas tinha que ir, porque você estava nascendo.” E acrescentou: “Saí com um medo danado por causa da hora da noite, que era tarde, e estava muito escuro, e porque eu estava sozinho, os outros meninos era pequenos e não podiam me acompanhar; também tinha muitas matas; mato de um lado e de outro. Mas tinha que ir, pois o menino estava nascendo e eu tinha que chamar a parteira.” E eu ficava pensando, quantos sacrifícios e amor por mim e por todos os outros meus irmãos, fizeram os nossos pais! Agradeço sempre ao bom Deus pelos maravilhosos pais que ele nos concedeu.

Naqueles tempos era comum na minha região chamar as parteiras na ocasião dos nascimentos das crianças. Não existia maternidades e hospitais como atualmente. Por isso, a maioria dos partos eram conduzidos por parteiras. Existiam também outras parteiras que faziam os partos em nossa casa, conforme o lugar da nossa moradia. A parteira que fazia o nosso parto, os nossos pais chamavam-nas de comadres, e nós a chamávamos de madrinha. Na época a maioria das mulheres davam à luz em casa com a ajuda das parteiras as quais eram muito simples, mas com grandes conhecimentos nesse assunto. No entanto, no dia do meu nascimento, meu pai não encontrou a parteira mais próxima e teve que ir mais longe, a casa de outra. que pôde vir com ele, para fazer o parto, nessa hora tão avançada da noite. (Memórias dos meus pais).

E assim conversando com ele, para mais se inteirar das histórias de minha família, eu fazia mais perguntas a respeito daquela noite, em que eu nasci, ele contou a sua experiência, dizendo-me: “Lembro-me que Cecília me disse que o menino já ia nascer, e me mandou sair logo e chamar a parteira. Saí às pressas com um medo danado porque eu estava sozinho e ainda era altas horas da noite, pois morávamos num lugar muito solitário e esquisito, com muitas bananeiras, muitas matas e um escuro danado a noite. Fui à casa de duas parteiras e nenhuma pode vir comigo, assim me indicaram Dona Nega que morava bem mais longe e fui lá. Foi ela que veio fazer o seu parto. Mas, quando eu cheguei em casa com ela, você já tinha nascido. E Cecilia  estava deitada na camarinha com você do lado.” (memórias do meu pai). Assim se deu com o nascimento de outros meus irmãos que nasceram a noite. Porém, apenas eu nasci rápido, e sem que minha mãe sofresse muito; ela mesma me contou a mesma história e dizia a todos que foi muito rápido o meu nascimento.

O senhor Genésio trabalhou arduamente para criar juntamente com minha querida mãe dona Cecilia os seus numerosos filhos, pois tiveram quinze filhos. Dos quais, cinco deles morreram ainda crianças. Meus pais sempre nos contavam suas histórias de duros trabalhos; eles passaram muitas necessidades, principalmente nos primeiros anos de noivado. Por isso, nunca aprenderam a ler nem escrever, pois não tiveram a oportunidade de estudar, devido aos muitos trabalhos para o sustento dos seus filhos. Por causa disso, eles queriam que todos nós estudássemos para não termos a vida sacrificada como a deles; eles nos diziam sempre isso.

Meus pais foram maravilhosos para todos nós. Vejo muitos casais com um alto grau de estudos, e intelectuais, mas não tem a experiência de serem bons pais de família. Eles foram abençoados por Deus com uma família numerosa, assim como os Patriarcas do Antigo Testamento. Portanto, tiveram um matrimônio fecundo. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização.” (CIC 2366). E continua: “Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder do criador e da paternidade de Deus. “Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve ser considerado como missão própria deles –, são cooperadores do amor de Deus criador e como que seus intérpretes. Por isso desempenharão seu múnus com responsabilidade cristã e humana.” (CIC 2367). E, graças ao bom Deus, dessa bela e santa união, nasceram meus queridos irmãos, quinze no total; (O 14º- foi um aborto espontâneo – Devido ao esforço de muitos trabalhos no campo). Vejamos sua cronologia:

1º- Manuel Francisco dos Santos – Nascido no ano de 1969, às 13:00h, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

2º- Arlindo Francisco dos Santos – Nascido no ano de 1970, na sua residência no Engenho Primavera. (Faleceu quando criança).

3º- Severino Francisco dos Santos – Nascido no ano de 1971, às 10:00h, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

4º- José Francisco dos Santos – Nascido no ano de 1972, na sua residência. (Faleceu quando criança).

5º- José Francisco dos Santos – Nascido no do ano de 1972, às 2:00h, na sua residência, no Sítio Pindoba do Município de Limoeiro, Pernambuco.

(Nota: Nossa Mãe tinha o costume de colocar o nome do falecido na criança que nascia em seguida. Por isso, temos repetições de nomes).

6º- Maria Francisca da Conceição – Nascida no ano de 1974, às 16h:00m, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

7º- Gilberto Francisco dos Santos – Nascido no ano de 1977, às 13h:00m, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

8º- Joselita Josefa da Conceição – Nascida no ano de 1978, às 11h:00m, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

9º- Gilvan Francisco dos Santos – Nascido no do ano de 1979, (Quinta-feira), às 23h:00m, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco.

10º- Joselma Maria dos Santos – Nascida no dia 10 de dezembro do ano de 1980, na sua residência, no Engenho Primavera do Município de Limoeiro, Pernambuco. (Faleceu quando criança com um ano de idade, em 1981, no Povoado de Lagoa Comprida do Município de Bom Jardim, Pernambuco). Foi sepultada no cemitério do Povoado de Lagoa Comprida.

11º- Ivan Francisco dos Santos – Nascido no do ano de 1983, às 2h:00min, na sua residência, no Povoado de Lagoa Cumprida do Município de Bom Jardim, Pernambuco.

12º- Joselma Francisca dos Santos – Nascida no ano de 1984, às 15h:00m, na Maternidade de Limoeiro, Pernambuco.

13º- Josimeri Josefa dos Santos – Nascida no ano de 1987, às 18h:00m, na Maternidade da Vila de Pirituba, Vitória de Santo Antão, Pernambuco.

14º- Aborto espontâneo – Devido ao esforço de muitos trabalhos numa casa de farinha e no campo (Roça).

15º- Josuel Francisco dos Santos – Nascido no dia 23 de setembro do ano de 1991, na Maternidade da Vila de Pirituba, Vitória de Santo Antão, Pernambuco. O qual faleceu no ano de 1992, e está sepultado no cemitério da Vila de Apoti, Pernambuco.

Meu pai foi um homem guerreiro e de fé. Um homem muito justo, alegre, honesto e bondoso. As mesmas vitudes possuía a minha mãe, pois sempre pensei que um foi criado para o outro. Por isso, sempre agradeço a Deus pelos pais maravilhosos que ele nos deu. Eles cuidaram de nós com todo amor e dedicação e nos educou muito bem, mesmo com suas grandes dificuldades financeiras, nos deram o necessário. Eles nunca permitiu que passássemos fome. Imagino os grandes sacrifícios que fizeram por nós. Principalmente naqueles inícios de sua união conjugal. Eles sempre nos falavam que passaram muitas dificuldades financeiras e fome; trabalharam muito em diárias, para poderem comer e criar os seus filhos.

Por questões de necessidades, meu pai fez muitas mudanças de casas. Morou em vários lugares dos quais lembro de alguns. Do Engenho Primavera, nos mudamos para o povoado chamado Lagoa Cumprida, do mesmo Município de Bom Jardim, Pernambuco. Nossa mudança ocorreu no mês de junho do ano de 1981. Eu, ainda era bebê e, nesse povoado, minha família permaneceu, até o dia 29 de abril de 1985. A nossa casa era situada na Rua Antônio Ferreira, atualmente chamada de Avenida Santo Antônio à qual pertence a cidade de Limoeiro. No entanto, entre os anos de 1981-1985 teve um período que nos mudamos para um sítio próximo ao povoado de Lagoa Comprida o qual chamávamos de “sítio de seu Carro” provavelmente o nome era Carlos”, próximo a Fazenda Bagé. Neste sítio também não passamos muito tempo retornando ao Povoado de Lagoa Comprida.

Quando no dia 29 de abril de 1985, nos mudamos para uma bela região chamada Vila de Apoti  – 1º Distrito da cidade de Glória do Goitá, na Região da Zona da Mata Norte Pernambucana. Nesta ocasião, eu contava com meus 5 anos de idade. Lembro-me bem desse dia em que na alegria e curiosidade de criança eu queria conhecer a nova casa e o lugar em que iríamos morar. Um caminhão logo cedo se postou em frente de nossa casa em lagoa Comprida para arrumarmos a mudança e, meus irmãos e eu estávamos muito alegres por causa disso. Tudo para nós era novo. O caminhão pertencia ao senhor José João que morava no sítio Gameleira, próximo a Vila de Apoti. Dos meus três aos cinco anos de idade lembro-me de muitas coisas do Povoado de Lagoa Comprida. Lembro muito das brincadeiras à noite em frente da nossa casa, das visitas a casa de minha avó paterna Maria Chaga, e dos nossos tios, também quando íamos levar a comida do nosso pai, em seu trabalho da roça, etc.

No entanto, desde criança em nossa casa já começávamos a trabalhar muito pequenos. Nossos pais já nos preparava para a vida e nos dizia sempre: “não quero ninguém preguiçoso em casa.” Tínhamos que fazer alguma coisa para não nos criarmos preguiçosos. Porém, tínhamos também o tempo de brincarmos. O nosso tempo era bem aproveitado. Nossos pais dizia: “Ainda não pode pegar na enxada para limpar o mato, mas podem segurar uma cambuquinha e ir plantando os grãos de feijão, milho, etc.”. E continuava: “Os filhos têm que ajudar os seus pais em casa para aprenderem a fazer as coisas. Pois nem sempre terão os seus pais.” E, nada disso era estranho para nós. Era a época! A finalidade de uma família numerosa era ajudar os seus pais em seus trabalhos. Hoje, recordando estes episódios, sinto-me feliz e agraciado por tudo que passei e pela família que tenho.

Na Vila Apoti,  meu pai comprou uma casa de taipa sem eletricidade, a qual fomos reformando com o tempo. Esta casa está situada na Rua São Pedro, de nº 15 da qual nos mudamos em 1996 para a propriedade do Sr. José Reis Nogueira Filho, na mesma Vila, precisamente no mês de fevereiro do ano de 1996. A nossa nova casa localizava-se na grande propriedade do Sr. José Reis N. Filho, o qual residia na principal rua da vila, chamada Rua Santo Antônio – casa nº 17 ao lado da Capela de Santo Antônio de Pádua. Era um lugar calmo e bom de se viver. Aí plantávamos de tudo. Flores, legumes, hortaliças, verduras e frutas. Parte do terreno era cercado por muros de tijolos. Um lugar bastante seguro e calmo. Criávamos cabras, uns gados, um burrinho, galinhas e outros animais.

Até a década de 1990, não possuíamos eletricidade em nossa casa, e por isso graças ao bom Deus, não tendo televisão em casa, para nos entreter, ficávamos brincando em redor de nossa casa, e muitas vezes sentados a frente de nossa casa, ou na nossa sala, escutando as histórias dos nossos pais, que contavam para suas visitas, parentes e amigos, e também para nós, para ficarmos cientes de como era a vida deles, e para nos prepararmos também para a vida. Nós, muitas vezes apenas os escutavam conversando com os outros que iam a nossa casa, pois, como éramos crianças, não podíamos entrar nas conversas dos adultos. Isso jamais poderia acontecer na nossa família! Meus pais não permitiam isso. Mas também nos contava em outras ocasiões suas histórias de vida. Mesmo sem entendê-las, às vezes, eu achava belas e a minha imaginação ia longe nos pensamentos, querendo entender o contexto histórico apresentado. Porém, como éramos crianças, não entendíamos bem a seriedade que traziam as histórias de suas vidas. Com um tempo é que começamos a perceber a importância de todas elas, principalmente após as suas partidas deste mundo para Deus.

Meu pai teve uma vida feliz com seus irmãos dos quais era muito unido; com sua esposa e seus filhos. Foi sempre um homem de superação e de fé. Eu, desde criança sempre o via rezando em certas horas do dia, principalmente pela manhã e à noite às 18:00h, mesmo sem ter uma vida eclesial ativa, pois só começou a frequentar a igreja para as missas, terços, confissões e outras celebrações, a partir do ano de 1991, após o seu casamento no religioso. Assim a cada dia ele ia se fortalecendo mais na fé, e isso era muito importante para nós.

O senhor Genésio era um homem muito vigoroso, era muito alegre, e todos gostavam de conversar com ele; e era muito respeitado por todos. Aonde chegávamos e dizíamos que era o filho de seu Genésio, as portas se abriam sem dificuldades, fossem casas comerciais ou residências. Todos sabiam e conheciam a sua boa índole e justiça.

INTERNAMENTOS HOSPITALARES

Em 2025, nós, já o percebíamos com menos vigor e com o passar do tempo ele foi se debilitando mais, até que chegou a uma primeira internação no Hospital Regional José Fernandes Salsa em Limoeiro, Pernambuco com problemas respiratórios, devido a uma gripe mal curada, a qual gerou uma pneumonia. Essa internação ocorreu no dia cinco (domingo) de outubro de 2025, recebendo alta no dia 11 (sábado) de outubro de 2025.

Daí começou um tratamento médico, mensal, ficando com a saúde estável. Porém, veio uma segunda crise respiratória e outra internação no mesmo hospital em Limoeiro, no mês novembro; passando 13 dias internado. Recebendo alta voltou para casa tendo uma terceira internação no mesmo hospital de Limoeiro, com as mesmas crises respiratórias, às 21:00h do dia 16 (quinta-feira) de abril de 2026, recebendo alta às 14:00h do mesmo dia. No entanto, pela madrugada da mesma noite, já do dia 17 (sexta-feira) de abril de 2026, retornou ao Hospital João Murilo de Oliveira em Vitória de Santo Antão – PE, e o seu quadro de internação foi se complicando cada vez mais. Portanto, no dia 20 foi chamado o sacerdote, o Rev.mo Padre Joab Domingos de França, Vigário da Matriz de Santo Antão, Vitória de Santo Antão – PE, para ministrar-lhe a unção dos enfermos. E no dia 21 (terça-feira) de abril de 2026, às 14h:02min, aos 78 anos de idade, o senhor Genésio Francisco dos Santos fez a sua Páscoa, voltando para casa do pai, morrendo com os sacramentos da Igreja. Tendo uma morte tranquila e santa. 

Na sua certidão de óbito podemos ler o seguinte enunciado: Genésio Francisco dos Santos – dia 21 de abril de 2026 (Terça-feira), às 14h:02min, aos 78 anos de idade. Foi declarante Josimeri Josefa dos Santos e o óbito foi atestado pelo Doutor João Lucena, número do documento – nº ___ /PE tendo sido a causa da morte, parada cardíaca, infecção respiratória aguda, pneumonia, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica. O seu sepultamento foi feito no cemitério do Distrito de Apoti, Glória do Goitá – Pernambuco, às 17:00h do dia 22 de abril. Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais Sede de Glória do Goitá, PE. Oficial registrador: Emanuelle Cavalcanti da Costa, 22 de abril de 2026. Assinado por Emanuelle C. Costa, Oficial titular – RCPN Glória do Goitá – Pernambuco.

Em 29 de maio desse ano de 2026, completou-se 21 anos do falecimento da nossa querida mãe Cecília, ocorrido em 2005. Cf. (As lembranças de um filho). E, nesse dia de 21 de abril, mais um dia triste de saudades pela partida do nosso querido pai Genésio Francisco. E assim ficamos órfãos.

No seu velório para a encomendação do seu corpo, alguns dos filhos não puderam comparecer, devido a distância e outros impedimentos, inclusive eu, que estava em viagem. Porém, acompanhei tudo de longe; das suas internações até o seu sepultamento. O pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Glória, o Rev.mo Padre Romário ao se certificar do seu falecimento, fez a encomendação do seu corpo, (exéquias) às 15:00h e nessa mesma celebração, já deixou marcado aos presentes, o dia da celebração da missa de sétimo dia em sufrágio pela alma do falecido, a qual foi celebrada pelo mesmo sacerdote no dia 27 de abril às 18:00h, na Capela de Santo Antônio, da Vila de Apoti, Pernambuco.

Posso dizer com muita convicção, que três momentos causaram um grande impacto em minha vida. São eles: o dia em que deixei a casa paterna para ingressar no Mosteiro de São Bento de Garanhuns, no mês de dezembro do ano 2000, precisamente na manhã do dia 28; outro momento, foi o dia do falecimento de minha venerada mãe Josefa Maria da Conceição (dona Cecília), e o dia 21 de abril que foi o dia falecimento do nosso querido pai Genésio Francisco dos Santos.

Todos que tiveram contato e conheceram meu pai, mais de perto, pode bem dizer que era um homem de grande coração, alegre, bondoso e de uma moral ilibada, incapaz de fazer o mal a quem quer que seja, e gostava muito de fazer caridade a quem precisasse de ajuda. Tinha uma alma justa, e era muito sincero e direto nas suas colocações, apesar de algumas vezes se calar para não criar conflitos. Detestava mentiras, falsidades, roubos; pois presava muito pela sua conduta moral e de sua família. Nós, seus filhos, herdamos muitas das suas virtudes.

Meu pai tinha grande bondade, como já mencionei, era muito discreto. Com um senso de retidão extraordinário. Foi bom esposo, excelente pai, bom irmão, bom amigo, etc. sempre foi muito preocupado com o seu próximo. Por isso, foi muito amado por todos. Onde nós, os seus filhos, nos identificávamos como filho de seu Genésio, as pessoas abriam as suas portas, por saberem que ele era um homem correto e justo, ou seja, uma família honesta. E, claro, isso nos deixava muito orgulhosos e felizes.

Sempre que ele sabia ou ouvia dizer que alguém estava passando necessidades, ele fazia o possível para socorrê-los. Quando não podia ajudar a quem estava precisando, ficava triste por não poder dar a ajuda necessária à pessoa, no entanto, fazia o possível para arranjar o que pudesse, para dar ao menos um alívio ao seu próximo que estava necessitado. O mesmo fazia a minha mãe. Eu, ainda muito pequeno, não conseguia entender estas suas atitudes. Só mais tarde, quando adquiri mais anos de vida, é que fui percebendo esses seus pequenos, mas grandes gestos de amor ao próximo. Depois soube e compreendi que isso era a verdadeira Caridade cristã. Portanto, hoje, eu, como monge e conhecedor da Teologia cristã, falo com muita convicção que meu pai foi uma verdadeiro cristão, e viveu santamente, fazendo a vontade de Deus a sua maneira. Portanto teve também uma santa morte. Em janeiro de 2026 quando nas minhas férias estive com ele, falou-me algumas vezes que pedia sempre a Jesus que se lembrasse dele e não deixasse sofrer tanto; e em pouco tempo Jesus o atendeu, não permitindo que ficasse debilitado por meses, ou até anos, sofrendo preso a uma cama, como vemos muitas pessoas. Como o salmista ele invocou o senhor e foi atendido. “Por teu nome, Iahweh, tu me conservas, por tua justiça tira-me da angústia, [...], porque eu sou servo teu!” (Sl 143,11-12). E Jesus no disse: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisso?” (Jo 11,25-26).

Por tudo que eu recebi, todos os dias, agradeço sempre ao meu bom Deus, pelos meus pais, irmãos e a família que me concedeu. Amo a todos!


OREMOS

Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos a benigna remissão de todos os seus pecados, para conseguirem pelas pias súplicas de vossa Igreja a indulgência a que sempre aspiram. Amém.

+ Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, entre os esplenderes da Luz perpétua. Descansem em paz. Amém. 

FOTOGRAFIAS
















Ut in omnibus glorificetur Deus (RB 57,9)

(Para que em tudo seja Deus glorificado)


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

COMENTÁRIO TEOLÓGICO SOBRE O HINO A MARIA, MÃE E SERVA DO SENHOR.

 

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 03 de junho de 2026

 

Disse, então, Maria: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38)


O Hino, a Maria, Mãe e Serva do Senhor, foi composto por Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B, monge beneditino, em 02 de junho de 2026, na Arquiabadia de São Sebastião, Mosteiro de São Bento da Bahia, a pedido do seu irmão padre José Francisco dos Santos (diocesano), o qual tem grande devoção a Mãe de Deus, com o título de Serva do Senhor, por ele ter pertencido ao Instituto Missionário Servos do Senhor; Instituto formado de uma associação de vida apostólica, fundado pelo bispo diocesano Dom José Edson Santana Oliveira, primeiro bispo da diocese de Eunápolis – Bahia, em 08 de setembro do ano de 2005. O Instituto vigorou até o ano de 2022, sendo supresso precisamente no dia 12 de março do ano de 2022; porém, mesmo com a supressão do Instituto, a devoção a Nossa Senhora Mãe e Serva, continua entre alguns padres que pertenceram ao mesmo.


Antes da fundação dos Missionários Servos do Senhor, essa devoção a Maria Mãe Serva, pertencia ao Instituto das irmãs Servas do Senhor; ramo feminino fundado pelo mesmo bispo, muitos anos antes da fundação do Instituto dos Servos do Senhor, o ramo masculino.


O Instituto Missionário das Servas do Senhor, foi fundado no dia 25 de março do ano do Senhor de 1987 (em registros históricos do Instituto encontra-se também os anos 1986 ou 1989), em Feira de Santana, na Bahia. A criação foi realizada pelo então padre Dom José Edson Santana Oliveira, que posteriormente foi nomeado o primeiro bispo da Diocese de Eunápolis – Bahia. Atualmente a casa Mãe do Instituto das irmãs Servas do Senhor, se encontra na diocese de Eunápolis, Bahia – Brasil.


O padre José Francisco, por ter pertencido ao Instituto Missionário Servos do Senhor, portanto para honrar a Santa Mãe de Deus, ele faz a sua memória particular em honra a Maria Mãe e Serva, no dia 25 de março, na Solenidade da Anunciação do Senhor. No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" [...]. O Anjo, porém, acrescentou: "Não Temas Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. (Lc 1,26-31). Maria, como humilde serva do Senhor, aceita o convite de Deus com alegria. Disse, então, Maria: "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38).


Portanto, o hino a Maria Mãe e Serva do Senhor, foi composto nesse contexto da Anunciação, bem como da teologia da imagem usada pelos Institutos dos Servos e das Servas do Senhor. No hino, coloquei um engrandecimento a Virgem Santíssima como Rainha do céu, pois ela é para todos os cristãos; solicitando assim a sua poderosa proteção aqui na terra, principalmente na hora da nossa morte e uma vida feliz para sempre no paraíso.


ANÁLISE TEOLÓGICA DO HINO


O hino foi composto com um refrão e sete estrofes. Analisemos agora o seu cunho teológico.


1- Quando o Anjo desce a terra,

Por ordem do Criador;

A Virgem Maria o recebe com alegria,

Aceitando o convite de Deus Pai.


Portanto, a primeira estrofe nos mostra a Anunciação do anjo Gabriel, enviado por ordem de Deus, a Virgem Maria, a qual, recebe com alegria o grande anúncio da salvação, aceitando, ela, o convite de Deus Pai, com humildade. Dizendo, então, Maria ao anjo: "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38).


Refrão:

Maria, Mãe e Serva,

Te entregaste ao Criador, para ser a Mãe do Redentor.

Por isso, te louvamos com amor.


No refrão, vemos a total entrega da Virgem Santíssima ao seu Criador, no plano Redentor de Cristo, e, por isso, em seguida, lhes mostramos o nosso amor em louvar o nome da Santíssima Mãe de Deus.


2- Deus armou a sua tenda entre nós,

Nos dando o seu Filho Jesus;

Maria, nos aponta o seu coração,

Mostrando-nos o centro do amor.


A segunda estrofe, vemos Deus que arma sua tenda entre os homens, dando-nos Jesus Cristo seu amado Filho, o qual, Maria aponta o seu bondoso e misericordioso coração, que é o centro do amor, de toda a graça e de todo bem.


3- A bondade infinita de Deus,

A serva se inclina com amor.

O Espírito Santo, fecunda o seu seio,

E o Verbo, nele, se formou.


Na terceira estrofe, mostra a humildade de Maria que se inclina totalmente diante da vontade e da bondade de Deus, dando o seu Sim em prol da humanidade. Por isso, ela recebe o Espírito Santo que lhe cobre com a sua sombra, e o seu seio, logo é fecundado com Verbo Divino, que nele se formou. “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra.” (Lc 1,35).


4- Ó Mãe, trazes nos teus braços Jesus Cristo,

E apontas a nós o nosso rei.

Colocai-nos diante do teu Filho Redentor,

Ó Maria, Mãe e Serva do Senhor.


A quarta estrofe, mostra Maria que traz em seus braços o seu Filho Jesus Cristo; a qual, nos aponta o nosso Rei, nos colocando diante do nosso Redentor; por isso, ela é a Mãe e a Serva do Senhor.  (cf. Lc 1,38).


5- A Virgem é a rainha do céu,

Coroada por seu Filho Jesus.

Todo o universo, canta seus louvores,

Implorando a sua intercessão.


Na quinta estrofe, por causa grande humildade da Virgem Maria, ela é coroada como a Rainha do céu, pelo seu Filho Jesus Cristo. Assim, todo o universo canta para sempre os seus louvores e implora a sua materna e poderosa intercessão junto a Jesus Cristo seu Filho. (cf. Jo 2,1-11).


6- Senhora, Mãe clemente e poderosa,

Pedimos sempre a tua proteção.

Na hora derradeira, vinde e socorrei-nos.

Estendendo sobre nós a vossa mão.


A sexta estrofe nos mostra a Virgem Maria como Mãe clemente e poderosa, a qual, com genuína confiança lhe pedimos sempre a sua proteção; principalmente na hora da nossa morte. Assim, ela venha nos socorrer nesse momento decisivo da nossa vida.


7- Levai-nos para o céu junto contigo,

E apresenta-nos, Jesus nosso Senhor.

E, juntos, viveremos na glória de Deus,

Para sempre, adorando o puro amor.


E, finalmente, na sétima estrofe, fazemos-lhe uma súplica para que ela nos leve para o céu, e nos apresente nosso Senhor Jesus Cristo, o seu amado Filho; e junto com todos os santos e anjos, adoraremos e gozaremos da glória eterna de Deus, o puro amor, por todos os séculos. Amém.


Maria, Mãe e Serva, rogai por nós que recorremos a vós!


Arquiabadia de São Sebastião da Bahia

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

Salvador, Bahia - 03 de junho de 2026


LETRA

HINO A MARIA, MÃE E SERVA DO SENHOR

Memória particular no dia 25 de março

Na Solenidade da Anunciação do Senhor

Compositor: Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B

Salvador, Bahia – 02 de junho de 2026


Refrão:

Maria, Mãe e Serva,

Te entregaste ao Criador, para ser a Mãe do Redentor.

Por isso, te louvamos com amor.

1- Quando o Anjo desce a terra,

Por ordem do Criador;

A Virgem Maria o recebe com alegria,

Aceitando o convite de Deus Pai.

   Refrão: ...


2- Deus armou a sua tenda entre nós,

Nos dando o seu Filho Jesus;

Maria, nos aponta o seu coração,

Mostrando-nos o centro do amor.

   Refrão: ...

3- A bondade infinita de Deus,

A serva se inclina com amor.

O Espírito Santo, fecunda o seu seio,

E o Verbo, nele, se formou.

   Refrão: ...


4- Ó Mãe, trazes nos teus braços Jesus Cristo,

E apontas a nós o nosso rei.

Colocai-nos diante do teu Filho Redentor,

Ó Maria, Mãe e Serva do Senhor.

   Refrão: ...

5- A Virgem é a rainha do céu,

Coroada por seu Filho Jesus.

Todo o universo, canta seus louvores,

Implorando a sua intercessão.

   Refrão: ...


6- Senhora, Mãe clemente e poderosa,

Pedimos sempre a tua proteção.

Na hora derradeira, vinde e socorrei-nos.

Estendendo sobre nós a vossa mão.

   Refrão: ...

7- Levai-nos para o céu junto contigo,

E apresenta-nos, Jesus nosso Senhor.

E, juntos, viveremos na glória de Deus,

Para sempre, adorando o puro am

   Refrão: ...

 


MAGNIFICAT

(Lc 1,46-55)

 

“Minha alma engrandece o Senhor,

e meu espírito exulta em Deus em meu Salvador,

porque olhou para a humilhação de sua serva.

Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada,

pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.

Seu nome é santo

e sua misericórdia perdura de geração em geração,

para aqueles que o temem.

Agiu com a força de seu braço,

dispersou os homens de coração orgulhoso.

Depôs poderosos de seus tronos,

e humildes exaltou.

Cumulou de bens a famintos

e despediu ricos de mãos vazias.

Socorreu Israel, seu servo,

lembrando de sua misericórdia

– conforme prometera a nossos pais –

em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre!”.

 

LINKS DAS PLATAFORMAS DIGITAIS


HINO A MARIA MÃE E SERVA DO SENHOR

Lançado no dia 17 de julho de 2026

Para a maior glória de Deus, e da nossa Mãe, a Virgem Santíssima.  

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PINTURAS DE MARIA MÃE E SERVA DO SENHOR 

Pintura de Maria, Mãe e Serva reproduzida pela IA 
(inteligência artificialem julho de 2026. 

Pintura ícone de Maria, Mãe e Serva reproduzida pela IA 
(inteligência artificial) em julho de 2026. 

REFERÊNCIAS

 

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.

 

Ut in omnibus glorificetur Deus. (RB 57,9)

(Para que em tudo seja Deus glorificado)