sábado, 31 de outubro de 2026

A SIMPLICIDADE DA VIRGEM MARIA, MÃE DE DEUS.

Dom Gilvan Francisco dos Santos, O.S.B 

(Monge Beneditino)

Salvador, Bahia – 31 de outubro de 2026

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

 

A Igreja sempre esteve ao lado de Maria a Mãe de Jesus, pedindo a sua intercessão e a sua proteção, pois ela, é quem mais conhece Jesus Cristo, o Messias, que veio salvar o mundo do julgo da escravidão do pecado. O Cristo que foi concebido em seu seio virginal pelo poder do Espírito Santo que é a cabeça da Igreja. Por isso, em toda a história do cristianismo, a Virgem Maria foi sempre invocada por todos. Já nos primeiros séculos da Igreja os cristãos recorriam a Mãe de Deus nas suas necessidades. O cristão que não tem devoção a Mãe de Deus, esse não é um verdadeiro cristão. Nossa Senhora é venerada ainda em vida. Sabemos que a primeira aparição da Mãe de Deus ocorreu no ano 40 d.C. quando ela ainda vivia e morava em Jerusalém. Ela apareceu ao Apóstolo São Tiago Maior, que estava desanimado na sua missão pois estava em grandes dificuldades em sua missão na evangelização das terras pagãs o que atualmente é a Espanha. A Virgem Santíssima lhe aparece as margens do rio Ebro envolta numa grande luz rodeada por milhares de anjos e com o menino Jesus nos seus braços sobre uma coluna de jaspe; essa aparição é chamada de Nossa Senhora do Pilar. Essa aparição é especial e única porque a Virgem Mãe de Deus ainda estava viva e morava em Jerusalém, muito distante do Apóstolo São Tiago, e sentindo as dificuldades e as orações do discípulo de seu Filho Jesus Cristo, ela foi socorrê-lo em bilocação. Por isso, ela se tornou a padroeira da Espanha com o título de Nossa Senhora do Pilar.

 

Temos um outro registro valioso de uma belíssima oração do primeiro século do cristianismo, em que a Mãe de Deus é invocada. A oração Sub tuum praesidium (a vossa proteção recorremos) em que os cristão invocam e pedem a Virgem Maria a sua proteção e o seu valimento nas necessidades da vida. Vejamos:

 

SUB TUUM PRAESIDIUM

 

Latim: Sub tuum praesidium confugimus, sancta Dei Genetrix; nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus nostris, sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta. Amen.

 

Tradução: À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.

 

(Essa é uma das orações mais antigas dirigidas a Santíssima Mãe de Deus).

 

Mas, por que Nossa Senhora é tão poderosa diante de Deus e de seu Filho Jesus Cristo? Primeiro, por ela ser a serva humilde do Senhor, pois foi por essa humildade que ela deu o seu Sim a Deus, na Encarnação do Verbo divino, Jesus Cristo, Redentor do gênero humano. E segundo, através do Sim, dado ao Criador, se tornou a Mãe de Deus. Por esses dois fatos históricos, e também por muitos outros de sua vida terrestre, Maria tornou-se poderosa diante de Deus, e rainha dos cristãos. Por essa causa, o Catecismo da Igreja Católica, no artigo terceiro, parágrafo primeiro e segundo, nos números 456 a 511 nos ensina a missão de Maria na encarnação do Verbo divino.

 

Assim nos diz o Catecismo da Igreja: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra...”. Ao anúncio de que conceberia “o Filho do Altíssimo”, sem conhecer homem algum, pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu pela “obediência da fé” (Rm 1,5), certa de que “nada é impossível a Deus”: “Eu sou serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,37-38). Assim, dando à Palavra de Deus o seu consentimento, Maria se tornou Mãe de Jesus. E abraçando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina de salvação, entregou-se ela mesma totalmente à pessoa e à obra do seu Filho, para servir, na dependência dele e com Ele, pela graça de Deus, ao Mistério da redenção: “Como diz Santo Irineu, “obedecendo, se fez causa de salvação, tanto para si como para todo o gênero humano”. Donde não poucos Padres antigos afirmam, de bom grado em sua pregação: que “O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou, pela incredulidade, a Virgem Maria desligou pela fé”; comparando Maria com Eva, chamam-na de “mãe dos viventes”; e com frequência afirmam: “Veio a morte por Eva, a vida por Maria”. (CIC n. 494).

 

Outra bela composição é a antífona da salve Rainha, dirigida a Mãe de Deus, a qual a Igreja canta na oração das completas durante todo o Tempo Comum e no final do Santo Rosário de Nossa Senhora. A Virgem Maria está sempre presente na vida da Igreja.

 

SALVE REGINA

 

Canta-se essa antífona mariana no Ofício Divino das Completas, da festa da Santíssima Trindade, até o Advento.

 

Latim: Salve, Regina, mater misericórdiae, vita, dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus éxsules filii Hevae. Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. Ó clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

 

Tradução: Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida doçura, esperança nossa, Salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva, a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas! Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre! Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

 

A Virgem Maria socorre, protege e alegra todos aqueles que a ela recorre com fé firme e verdadeira devoção. Temos prova disso no caminhar da história da Igreja. A alegria que sentimos não é uma alegria qualquer, e nem uma ausência de sofrimentos e dificuldades na vida. É uma alegria que mora dentro de cada um dos cristãos que busca a face do seu Criador. Nós, cristãos, ainda temos dificuldades em alcançar a virtude da alegria espiritual, por diversas razões e situações diárias. Aqui poderemos citar algumas delas dentre muitas. A primeira que cito é: A falta de coerência na vida. Lendo a Regra do Patriarca dos monges do Ocidente, São Bento de Núrcia (480-547), abade, ele nos dirá: “Consideremos, pois, de que maneira cumpre estar na presença da Divindade e de seus anjos; e tal seja a nossa presença na salmodia, que a nossa mente concorde com nossa voz.” (RB 19,6). Sem a coerência a nossa vivência cristã torna-se triste e levaremos um fardo muito pesado para carregarmos na caminhada rumo a Deus.

 

Depois vemos uma falsa alegria que não transmite nada aos outros. São Bento ainda nos dirá: “Não conservar a falsidade no coração.” E “Não conceder paz simulada.” (RB 4,24.25). Sejamos sempre como somos, os mesmos, em todos os lugares, para não cairmos nessa simulação da paz. Em um mundo globalizado e digital, com tantas facilidades de entretenimentos nas redes sociais e outros meios de comunicação social, há um grande perigo de mostrarmos uma paz simulada e vivermos uma vida de falsidade. Ou de um ideal inalcançável, e uma utopia de vida que não é a nossa; exibindo algo que não nos pertence e o que não somos. Esse estilo de vida falsificada acarreta muitos problemas a pessoa que vive dessa maneira, afetando também aqueles que o rodeia e toda uma sociedade. Procurar a paz e preservá-la é necessário.

 

Um outro problema muito sério, social e eclesial, se encontra na oração vazia que gera um vazio espiritual, ou seja, a acídia (preguiça espiritual) o mais perigoso dos pecados, segundo os antigos monges, e os Padres da Igreja, porque ela nos distancia de Deus.

 

Estamos vendo de forma muito acentuada, devido os meios de comunicações sociais, um exibicionismo excessivo. Não só o religioso, mas da sociedade em geral. Essa forma de exibição sem limites causa grandes problemas psicológicos e muitas doenças patológicas nas pessoas. Ainda citando os ensinamentos de São Bento, ele nos diz: “E saibamos que seremos ouvidos, não com o muito falar, mas com a pureza do coração e a compunção das lágrimas. Por isso, a oração deve ser breve e pura, a não ser que, porventura, venha a prolongar-se por um afeto de inspiração da graça divina.” (RB 20,3). Como diz um ditado popular: “O menos é sempre mais”. Para sermos ouvidos por Deus e sermos felizes não é necessário a exibição em excesso de orações e cerimônias ou objetos, riquezas ou qualquer outra coisa; devemos ser felizes porque a felicidade mora em nós independentemente das coisas. É só buscar a alegria interior e vivê-la com encanto.

 

Um bom método para não cairmos nesses embaraços espirituais ou em outros pecados é a oração constante. Falo sempre que a oração é um momento privilegiado na vida dos cristãos, pois é através dela que eles se unem com Deus. O exorcista Pe. Gabriele Amorth nos diz: “Existem momentos de oração que nos ajudam a perseverar. A oração da manhã e da tarde, ao menos o sinal da cruz nas refeições. E ainda a missa, ou ao menos uma visita à igreja. Pode também ter um momento para o Rosário ou para a adoração eucarística. Devemos nos ocupar de Deus, pois de outro modo, como faremos para O conhecer e amar? Por isso é preciso rezar durante o dia, mesmo sozinho e por várias vezes.” (AMORTH. O sinal do exorcista, 2013; p.179). Sabemos que Jesus Cristo é o nosso modelo de oração. Ele reza dia e noite e recebe do seu Pai a força para fazer sempre a sua vontade. Portanto, peçamos sempre ao nosso Mestre Jesus que nos ensine a orar. “Senhor, ensina-nos a orar”. (cf. Lc 11,1-4).

 

Falar sobre a Virgem Maria é discorrer sobre a virtude da humildade, da santidade, do amor, da paz e todas as outras virtudes. Maria é sempre modelo das virtudes para o mundo, a exemplo de seu Filho Jesus Cristo. Cito aqui uma das mais belas frases que já me deparei sobre a excelsa Senhora do céu e da terra, a qual resume de forma esplêndida a grandeza da Virgem Maria. São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716) grande devoto da Virgem, assim escreveu: “Deus Pai juntou todas as águas e chamou-as de mar; juntou todas as suas graças e chamou-as de Maria. Este grande Deus tem um tesouro ou um celeiro riquíssimo, onde encerrou tudo o que tem de belo, de resplandecente, de raro e precioso, incluindo o seu próprio Filho. E este tesouro imenso não é outro a não ser Maria, a quem os santos chamam o "Tesouro do Senhor", de cuja plenitude os homens são enriquecidos”. (MONTFORT. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria. – Anápolis, 2002; n. 23, p. 28).

 

Prosseguindo, vejamos algumas frases de alguns santos que seguiram a Regra de São Bento (Beneditinos) que falaram da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, com muita devoção, zelo e encanto. Em nossa Sagrada Ordem Beneditina, por termos mais de cinco mil santos, fica quase que impossível falar de cada um deles. Por isso, cito apenas alguns dos santos no desenrolar dos séculos da história da nossa Ordem Beneditina. Uns são bastante conhecidos outros nem tanto.

 

Ó Maria, tudo espero de vós, porque podeis tudo junto de Deus!

 

ALGUNS SANTOS QUE FALARAM SOBRE A SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS

 

SÉCULO XI

 

SÃO PEDRO DAMIÃO, O.S.B, (1007-1073)

Bispo e Doutor da Igreja  

Séc. XI

 

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Pedro Damião, eremita depois bispo.

 

Nascimento da Virgem Maria

“A Virgem Maria que foi para o mundo inteiro esperança e aurora da salvação”.

 

“Quem é essa?” Pergunta o Espírito Santo quando Maria vem ao mundo. “Quem é essa que desponta como a aurora, bela como a lua, fulgurante como o Sol”. (Ct 6,10). [...]

 

“Desponta como a aurora.” No brilho do meio-dia, o nosso primeiro pai foi feito à imagem e semelhança do seu Criador (Gn 1,26). Haverá coisa mais gloriosa para o concebido que assemelhar-se ao Criador? [...] Ele deu-lhe a imagem eterna; faltava a semelhança: era necessário que o homem se tornasse semelhante ao Seu Criador. No entanto, ele rejeitou a honra de tal privilégio [...] e entregou-se à morte nas trevas, com toda a sua descendência. As trevas cobriram toda a terra, até vir a Virgem. Não havia ninguém que escapasse dessas trevas, ninguém que as dissipasse. [...]. Mas com a Virgem desponta a aurora: Maria anuncia a verdadeira luz; pelo seu nascimento, fez brilhar a mais fulgurante das manhãs. Ela é a estrela da manhã. [...] Ela é esta aurora que segue - ou antes, da qual nasce - o Sol de justiça (Ml 3,20), o Único que a supera em esplendor. [...].

 

“Teu é o dia» em que Adão foi criado; “tua é a noite” (Sl 73,16) onde ele foi expulso da Tua luz. Foste Tu que criaste a aurora, ou seja, a Virgem Maria, e o Sol, este Sol de justiça que se ergueu do seu seio virginal. Como a aurora anuncia o fim da noite e marca o início do dia, assim a Virgem dissipou a noite sem fim. E, dia após dia, dá à terra Aquele que gerou na sua virgindade.

 

São Pedro Damião muito devoto de Nossa Senhora, lhe escreveu um ofício “Officium Beatae Virginis”.

 

SÉCULO XII

 

SANTO ANSELMO, O.S.B, (1033-1109)

Abade, Bispo e Doutor da Igreja 

Séc. XI-XII.

 

Santo Anselmo grande devoto da Virgem Maria dirá: “Ó mulher plena e mais plena de graça, toda a criatura reverdece, se regada pelo transbordamento de tua plenitude!”

 

“Tão grandes bens provieram pelo Bendito Fruto do bendito seio da bendita Virgem Maria.”

 

“Deus é Pai das coisas criadas, Maria, a Mãe das coisas recriadas.”

 

SÃO BERNARDO DE CLARAVAL, O.Cister, (1090-1153)

Abade e Doutor da Igreja 

Séc. XI-XII.

 

São Bernardo é bastante conhecido como o devoto da Santíssima Virgem Maria. Tem ele muitas composições sobre a Mãe de Deus. Uma das mais conhecidas e rezada pela Igreja, é essa oração composta pelo santo e muito divulgada no século XVII pelo Pe. Cláudio Bernardo.

 

ORAÇÃO

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer que algum dos que recorreram à vossa proteção, imploraram a vossa assistência e clamaram por vosso socorro tenha sido por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como à Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.

 

Essa oração foi popularizada pelo Padre Claudio Bernardo, no século XVII. O padre Claudio acreditava que a recitação dessa oração havia sido a causa de sua cura milagrosa.

 

São Francisco de Sales rezava esta oração todos os dias, e santa Madre Teresa de Calcutá ensinava outras pessoas a rezá-la quando mais precisassem de ajuda.

 

SÉCULO XIV

 

SANTA FRANCISCA ROMANA, O.S.B, (1384-1440)

Oblata

Séc. XIV.

 

Em 15 de agosto de 1425, na festa da Assunção de Maria, ela fundou a Olivetana “Oblatas de Maria”, uma confraternidade de mulheres piedosas ligada à Igreja de Santa Maria Nova, em Roma, sem um claustro e sem votos formais, para que outros pudessem seguir seu padrão de combinar a vida de oração com as necessidades da sociedade.

 

“Eu não sou mais minha: eu sou oblata e dedicada à grande Rainha dos Anjos. Ela é a minha senhora e patrona: eu sou a serva, a súdita, a escrava sua.” (Extraída da obra biográfica Vita di S. Francesca Romana, escrita por Ludovico Ponzileoni).

 

Santa Francisca Romana tinha grande devoção a Mãe de Deus e teve muitas visões místicas da Virgem. Ela é a padroeira dos oblatos beneditinos juntamente com santo Henrique, imperador.

 

SÉCULO XIX

 

BEATO ALFREDO ILDEFONSO SCHUSTER, O.S.B, (1880-1954)

Monge beneditino e Arcebispo de Milão, Itália  

Séc. XIX-XX

 

Frequentemente referido na tradição litúrgica e monástica como Cardeal Schuster) foi um célebre monge beneditino e arcebispo de Milão. Sendo um profundo estudioso da liturgia, suas reflexões sobre a Virgem Maria conectam intensamente o mistério de Nossa Senhora com a pureza corporal e a vida interior da Igreja.

 

“A Assunção de Maria me sugere uma grave advertência aos nossos fiéis. Nosso corpo mortal também está destinado a ressuscitar e a se reunir com o espírito no céu .... Mas com uma condição: que, imitando a Virgem Imaculada, nosso corpo permaneça puro e incontaminado, como convém ao templo do Senhor.”

 

“Este Nome adorável, pronunciado primeiro pelo Anjo, e depois imposto por Maria e José ao Verbo Encarnado, também foi pronunciado por Pilatos, quando ele leu a sentença de morte contra o Salvador... e tem o Seu Nome impresso como sinal de salvação na testa dos predestinados.”

 

Fonte: (https://www.google.com/search?q=frases+do+beato+jos%C3%A9+bento+cardeal+schuster)

 

Todos os santos de Deus trazem um verdadeiro amor a Santíssima Virgem Maria. Uns de forma mais acentuada com grandes obras espirituais escritas e outros de forma mais simples. Porém, todos eles trazem um amor e devoção a soberana Senhora Rainha do céu e da terra. 

 

Portanto, encerro com a bela fórmula de consagração a Nossa Senhora do movimento da Legião de Maria (Legio Mariae), a qual pertenço desde os meus 15 anos de idade, agregado ao praesidium Virgem Singular na capela de Santo Antônio do distrito de Apoti, Pernambuco - Brasil: assim nos consagramos a Mãe de Deus e nossa: Eu sou todo vosso, ó minha Rainha e minha Mãe, e tudo quanto tenho vos pertence.” (Manual da Legião de Maria, p. 171).

 

REFERÊNCIAS

 

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.

 

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 3ª. ed. / Petrópolis: Vozes; São Paulo: Paulinas, Loyola, Ave-Maria, 1993.

 

ENOUT, Evangelista João. A Regra de São Bento. Latim-Português. Tradução D. João Evangelista Enout, O.S.B – Rio de Janeiro: LUMEM CHRIST, 1992.

 

MONTFORT, Grignion Maria Luís. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria. São Luís Maria Grignion de Montfort – Anápolis, 2002.

 

O SINAL DO EXORCISTA: Minha última batalha contra satanás. Gabriele Amorth e Paolo Rodari. 1ª edição – novembro de 2013 – CEDET – Eclesiae. 


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Ut In Omnibus Glorificetur Deus. (RB 57,9)

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